30 outubro 2007

vale a pena ver de novo (ô.. e como vale..) – 1/3


amiguinhos e amiguinhas..

.. é com um imenso e inenarrável prazer que venho anunciar, OFICIALMENTE (pois alguns já estão sabendo informalmente), uma boa nova!!!

Anotem aí na sua agenda:

dia 30 de NOVEMBRO (daqui a exatamente 1 mês), no Quintal do Lima, show com a banda CHOCALHOS E BADALOS.

Repete aí, Vila Nova:

dia 30 de NOVEMBRO (daqui a exatamente 1 mês), no Quintal do Lima, show com a banda CHOCALHOS E BADALOS.

É isso mesmo!!!





Após três anos, os 7 músicos da banda Chocalhos e Badalos (eu, Juliano Muta, Filipe BB, Thiago Suruagy, Eluizo Júnior, Guilherme Almeida e Deco Nascimento) se reúnem novamente para um único show, no Quintal do Lima.

Acredito que grande parte das pessoas que me conhecem chegou a conhecer a banda. Muitos foram aos seus shows. Alguns outros não, mas já ouviram as suas músicas, seja pelo CD ou, pelo menos, já ouviram falar pela minha boca ou pela boca de alguém dessa cidade.

E para aqueles que nunca ouviram falar, vale a pena contar um pouco dessa tão intensa história (utilizo trechos do nosso release):

Em 2002, um encontro de meninos-músicos pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) propiciou o início de uma experiência única, quando Juliano Muta e Filipe BB começavam a discutir sobre música, dividindo o interesse em compartilhar idéias, emoções e trabalhar em equipe.

O objetivo era criar uma música plural, sem rótulos ou delimitações estilísticas, que possibilitasse traduzir o universo musical compartilhado por todos. E então, formada a equipe, com Juliano Muta (voz e violão), Filipe BB (voz, guitarra, rabeca, violão e percussão), Deco Nascimento (contrabaixo), Guilherme Almeida (cavaquinho e percussão), Eluizo Júnior (flauta transversal), Thiago Suruagy (bateria e percussão) e Leonardo Vila Nova (percussão), surge e identificação com o nome CHOCALHOS E BADALOS.

O vídeo abaixo é uma de nossas apresentações para o programa Som da Sopa, de Rogê de Renor. Foi gravado no dia 4 de novembro de 2003, no Armazém 14. OBS.: O nome da música está errado. O nome correto é Lecoque Cafonê:




O nome Chocalhos e Badalos nasceu no ano de 2000, foi uma criação do paranaense Anderson Loof (parceiro inicial de Juliano) e faz menção ao “casamento simbólico” entre Chico Buarque e Clara Nunes, através da música Morena de Angola (composição de Chico, gravada por Clara).

O “chocalho da canela” da angolana (influência afro) e dos pajés tribais; o badalo dos sinos das procissões sertanejas, bem como a referência aos caboclos de lança do maracatu rural, compõem a mística em torno desse nome, que revela a dualidade entre o sagrado e o profano.

Unindo o caos da metrópole e a mística interiorana, vislumbrando a profundidade das raízes brasileiras aliadas à urbanidade cosmopolita. Unindo guetos e sertões, por assim dizer. Não havia um estilo pré-determinado. A proposta era, então, fazer uma música universal, atemporal.

Da reunião dessas 7 cabeças em torno dessa idéia antropofágica e libertária, era impossível que não existisse uma profusão de elementos a serem trabalhados: rock, samba, drum’n’bass, cavalo-marinho, funk, boi-do-maranhão, afoxé, rap, embolada, soul, jazz, ritmos árabes e latinos, etc. Tudo era ingrediente pra misturar nesse liqüidificador sonoro.

E foi abraçando a música como principal meio de expressão das idéias e das intenções artísticas a que se propunham, que Chocalhos e Badalos começou a construir sua história. E foi ganhando a simpatia, o respeito e o apreço do público da época. Todos os shows tinham uma certa vibração, uma alquimia de sons, palavras, gestos, emoções, que se delineavam a partir do diálogo entre banda e platéia, entusiastas, irmãos de criação ao vivo. Tudo isso, sem histrionismos e com bastante qualidade. A banda ganhou certa visibilidade, fez importantes apresentações, teve grandes momentos. E mesmo depois de encerrar suas atividades oficialmente (em dezembro de 2004), continuou na boca de muitos, que não se conformavam com o fim do grupo; grupo esse que tinha tudo pra deslanchar e angariar mais e maiores conquistas.

Era inevitável, por exemplo, que em festas de aniversários de alguns dos integrantes da banda não se tocasse, pelo menos, uma música da banda (e geralmente eram duas, três ou mais).

E foi num surto de súbita saudade que surgiu a idéia de se fazer, então, nesse próximo dia 30 de novembro, um show pra matar as saudades do Chocalhos e Badalos. É uma oportunidade única. Quem nunca viu a banda ao vivo, não pode perder. Quem já viu, com certeza, vai querer ver mais uma vez.

E os próximos posts da caixinha serão exclusivamente pra falar mais sobre a banda, contar histórias, dividir momentos, disponibilizar material (mp3, vídeos, etc.), pra que todo mundo vá se preparando para essa raríssima oportunidade de ver esses 7 meninos juntos, ao vivo.

Até lá, meu queridos.

07 outubro 2007

tomando choque nos pés


Bem, pessoal.. não se assustem com o título dessa postagem. É apenas uma menção ao próximo show da Electrozion (uma das minhas bandas, para aqueles que não sabem ainda).

Quem não for viajar nesse feriadão e estiver de bobeira, querendo fazer um programa legal, eu sugiro que apareça lá no Quintal do Lima, neste sábado (dia 13), às 22h, para ver as bandas Electrozion e Pé Preto na festa intitulada DESCALÇO NO QUINTAL ELÉTRICO DO LIMA.


Bem.. todos já devem ter recebido e-mails meus sobre shows da Electrozion, alguns já viram (em Garanhuns, no UK Pub), outros ainda não.. então, para aqueles que ainda não viram (ou até para aqueles que querem ver de novo), essa é uma boa pedida..

Pra quem não conhece, a Electrozion (
www.myspace.com/electrozion) é um projeto musical que estabelece um diálogo entre a música eletrônica e a orgânica, num processo de antropofagia de elementos das mais diferentes vertentes musicais, principal as de origem negra, como o soul, o dub, o reggae, o funk, mas também agregando outras tendências, como o electro, o lounge, o trip hop, entre outros.

A Pé Preto (
www.myspace.com/pepreto) é uma excelente banda, que tem como principal influência o funk, a black music, tudo isso com muito groove, com músicas de autoria própria e de autores como Tim Maia (na sua época “Racional”), Jorge Bem, Wilson Simonal e Lula Côrtes. Ninguém fica parado.

Bem.. é uma mistura boa danada de ver, de ouvir.. aproveitem pra dar uma passada por lá no Quintal do Lima nesse sábado.. será muito feliz!!! E o preço tá baratinho (R$ 5,00).

Aí vai o serviço:

DESCALÇO NO QUINTAL ELÉTRICO DO LIMA
Pé Preto + Electrozion
13/10 (sábado), às 22h
Quintal do Lima – rua do Lima, n.º 100 – Santo Amaro (próximo ao JC).
R$ 5,00 (cinco reais)

29 setembro 2007

sonho que se sonha junto...


Ontem, uma pessoa de fundamental contribuição para a minha formação ética e humana deu um passo gigantesco em sua vida.

Luiz Adolpho Alves e Silva (meu sempre professor, mestre e amigo), filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e disputará, no próximo pleito (2008), uma vaga na Câmara dos Vereadores de Olinda.

Fico feliz, orgulhoso e torcendo bastante pelo sucesso de Adolpho nessa nova empreitada. Isso, porque sei de sua integridade como homem, de sua busca incessante pela justiça, pelo bem estar coletivo, pela inclusão social, pela democratização de valores fundamentados no respeito à dignidade humana, e sei de seus valores, sempre tão consistentes e coerentes com sua história de vida.

Conheci Adolpho em meados dos anos 90, quando eu ainda era um adolescente, no Colégio Souza Leão. A princípio, o nosso primeiro contato foi como professor e aluno. Ele, professor de Educação Física. Eu, um jovem estudante de 12 pra 13 anos. Sempre bastante receptivo, com um sorriso acolhedor no rosto, ele era um professor diferente, que se preocupava individualmente com as potencialidades de cada aluno, estimulando e incentivando o desenvolvimento sadio (e consciente) dessas potencialidades.

Após isso, num segundo momento, conheci o Adolpho mestre. A partir de um evento que ele idealizou para o colégio, onde ele colocava os alunos como agentes diretos de um processo de construção artística, cultural, de conscientização e garra, que envolvia a todos, emocionalmente, ideologicamente. Um evento onde o aluno participava, responsavelmente, como alguém capaz de ser ator principal e também dialogicamente no processo educacional, onde ele mesmo, o aluno, colocava a mão na massa e toda a sua criatividade pra fora. Lembro-me das conversas de um grande mestre, preocupado e responsável pela formação da capacidade crítica de cada um de nós. As conversas sobre valores de vida, de sociedade, política, amor, cidadania. Ele plantava em cada um de nós uma semente que acredito ter sido responsável pelo rumo que hoje tomamos, seja eticamente, artisticamente, politicamente, etc. Pra mim, esses tempos e essa relação foi a mais proveitosa, dinâmica e saudosa que tive em minha vida. E principalmente porque eu estava crescendo, amadurecendo, formando meu discernimento, tecendo meus caminhos, fazendo minhas escolhas. E ele foi o mestre mais adequado para esse momento. Alguém que sempre nos orientou para que nos percebêssemos como agentes sociais transformadores, e que nos despertou (acredito que eternamente) a capacidade de indignação com as mazelas e injustiças da sociedade, da alma.


E com isso percebi que, realmente, ele era (e continua sendo) um professor diferente: ele vai muito além dos quadros das salas de aula e das quadras de esportes (onde nos conhecemos). Ele vai ao cerne dos nossos brios, fazendo despertar em nós uma consciência forte, lutadora, perseverante, mas, ao mesmo tempo, doce, carinhosa, reflexiva, identificada com o coletivo, com o outro.

Dessa relação de professor/aluno e mestre/aprendiz, os laços foram se estreitando e a nossa proximidade e identificação foi cada vez mais nítida. E daí, conheci o Adolpho amigo e homem, como qualquer um de nós, que tem sonhos, desejos e objetivos a conquistar. E entre esses objetivos (acho que o principal deles) está o de ajudar na construção de uma sociedade mais igualitária, mais justa, mais fraterna. Ele sempre demonstrou isso em todas as suas conversas, na forma como ele nos incentivava a seguir em frente e batalhar por nossos ideais, a lograr conquistas de forma digna.

Ele enfrentou um grande baque em sua vida: a perda do pai, Tárcio Botelho, no dia 20 de novembro de 2001. Tárcio foi um dos grandes carnavalescos que a cidade de Olinda já teve. Fundador da Pitombeiras e, à época, Presidente do Clube de Alegorias e Crítica Homem da Meia-Noite (a maior e mais importante agremiação do carnaval olindense). Ele era o alicerce no qual se sustentava toda a identidade ética, humana e política de Adolpho. Era o seu maior herói. Diante dessa perda, Adolpho passou um tempo maturando e percebeu que a obra de vida e esperança de Tárcio não estava acabada. Era preciso dar continuidade a ela. E ninguém melhor do que o próprio filho para lutar pela continuidade da obra do pai, pra manter esse legado vivo. E Adolpho arriscou-se a encarar o seu primeiro grande desafio de vida: candidatar-se à presidência do Homem da Meia-Noite, competindo contra Sílvio Botelho, o famoso “bonequeiro” da cidade.

Adolpho ganhou.

Porém, ao contrário do que se pode imaginar, conduzir um bloco da magnitude do Homem da Meia Noite não é nada fácil. E Adolpho tinha um plano para aquela agremiação: que ela ultrapassasse a mera característica de instituição carnavalesca e alcançasse também o âmbito social a que ela poderia se destinar. Assim sendo, criou o projeto “GIGANTE CIDADÃO”, que tem como proposta a inclusão social de crianças carentes do entorno do Bonsucesso. A idéia é que as crianças tenham acesso a aulas de teatro, dança, comunicação, cidadania, também biblioteca e laboratório de informática (disponíveis na sede do bloco). Para isso, a única exigência é: que cada uma dessas crianças esteja matriculada regularmente na escola. Com isso, há o estímulo à procura pela escola, pela educação, e também por uma didática diferenciada, envolvendo no processo educacional campos de conhecimento e arte como a dança, o teatro, formação da consciência crítica e social (com as aulas de cidadania), com a participação ativa de todos: educadores, alunos, pais, a comunidade como um todo. Esse projeto acabou dando ao Homem da Meia-Noite um reconhecimento muito além do que ele desfrutava, pois muito mais do que promover apenas o carnaval, ele agora promove a inclusão social, a educação, a cidadania e a arte em suas diversas acepções, dando oportunidades de aperfeiçoamento das potencialidades àqueles que, por falta de condições financeiras razoáveis, não teriam acesso a essa possibilidade pelas vias formais.

Pelo tanto de empenho, carinho, amor e perseverança que Adolpho tem colocado em suas ações, essa sua luta por uma sociedade mais justa tem se mostrado eficaz. E agora, vai colocar suas forças a serviço de um projeto que pode ter um alcance ainda maior do que ele já tem conseguido em sua comunidade. Agora, suas forças serão colocadas a serviço da cidade de Olinda. Sempre identificado com os ideais socialistas, comunistas, ele acaba de ingressar no PC do B (abonado, em plena Câmara Municipal de Olinda, pela Prefeita Luciana Santos, agora sua companheira de partido), para disputar as eleições no próximo ano, candidatando-se à vereador da cidade. Torço muito por essa conquista, pois sei que, pelo homem íntegro que é, ele tem muito a contribuir com Olinda, com seu povo, com sua sociedade, com sua gente. Acredito nele. Sempre acreditei.

E para meus amigos (todos, mas principalmente os olindenses), peço que dêem seu apoio a esse homem que é digno de nossos votos, de nossa confiança em seu projeto, em seu caráter, em seu amor pela nossa terra.

Uma comunidade foi criada para angariar apoios e força para Adolpho nessa nova caminhada (que é, também, por nossa condição de cidadãos conscientes e responsáveis, uma caminhada NOSSA). A comunidade se chama “AMIGOS DE LUIZ ADOLPHO”.

Aí vai o link: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=37842247

Ajudemos a construir esse novo caminho pra nossa política.

Raul Seixas, um dia, disse: “sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade”.

25 setembro 2007

+ youtube, zumbis e sons legais na semana.


Diante do grande sucesso do vídeo Tainá, canção de Tiago West, interpretada por ele, Juliano Muta, Cecília Pires e eu (foram 781 acessos até o momento em que escrevo, em 20 dias), eis que o mesmo disponibilizou hoje no youtube mais outro vídeo, com os bastidores da gravação, erros e passagens interessantes (vide a incrível, incansável e incessante busca de Juliano Muta pela perfeição durante as tomadas).



Aí vai o link:

http://br.youtube.com/watch?v=5lVacMWj47M

...

FOME DE TUDO

É o nome do novo CD da Nação Zumbi, que terá lançamento na segunda quinzena de outubro, pela gravadora Deckdisk, e conta com produção de Mário Caldato Jr. (que já trabalhou com grandes nomes como Marcelo D2, Marisa Monte, Björk, Beck, entre outros) e participações de Junio Barreto, da cantora Céu (na faixa Inferno) e do tecladista dos Beastie Boys, Money Mark (em Assustado)





Para despertar mais curiosidade e expectativa nos fãs e admiradores da banda, um site foi criado apenas com a logomarca desse novo trabalho e um trecho da música Inferno tocando, em instrumental.

O site é: www.fomedetudo.com

E quem quiser baixar esse áudio que rola no site, pode acessar o link:
www.fomedetudo.com/intro.mp3

...

BOUGE TON SQUELETE

Como eu já esperava, foi um absurdo de bom o show da Bande Ciné no Quintal do Lima, no último dia 13. A casa cheia, a instigação, a qualidade do repertório e dos arranjos, o entrosamento e felicidade da banda transformaram a noite num ambiente propício para a diversão e apreciação de um bom som.

Pra quem ainda não conhece, o sexteto formado por Filipe Barros (guitarra e voz), Demóstenes “Macaco” Jr. (trompete), Bruno Vitorino (contrabaixo), André Sette (teclados), Thiago Suruagy (bateria) e Tatiana Monteiro (belíssima voz) revisita clássicos (e não-clássicos) da música francesa e italiana dos anos 60 e 70, passeando pelo repertório de artistas como Brigitte Bardot, Serge Gainsbourg, France Gall, em arranjos que dão às canções uma roupagem atual, porém com a substancial e encorpada qualidade dos arranjos originais.

A Bande Ciné, então, volta ao Quintal do Lima nessa quinta-feira (27/09), às 22h, para mais uma apresentação, que terá alguns convidados especiais: Zé Cafofinho, o trompetista Márcio Oliveira (nosso querido “cabecinha”) e euzinho aqui, Leonardo Vila Nova, descendo as mãos nas congas em 3 músicas. A entrada lá custará R$ 5,00.

Vale a pena conferir e se divertir, sempre!

10 setembro 2007

youtubado & sons novinhos

“.. e os dias concorrem, com suas cores avermelhadamente azúis de tão alaranjados verdes, com os ocres de minha visão em desalinho, onde tudo o mais se intercepta de tons delicados, mas tão profundamente densos” (Leonardo Vila Nova)

amiguinhos..

.. tudo ao mesmo tempo agora!!! agora!!! NOW!!!

Vila Nova dá o ar de sua graça no youtube mais uma vez.




Eis que o amigo Tiago West registra, em vídeo, a sua composição Tainá, e convida para acompanhá-lo o moço Juliano Muta (triângulo e voz), a mocinha Cecília Pires (flauta transversa e voz) e esse que vos fala (no pandeiro e voz). Isso sem esquecer do tão providencial auxílio de Lari’s Milk (no incomparável “apito broxante”) e de Marília Amorim, nossa “câmera-woman”.

A música tem uma melodia lírica, medieval.. de letra idem.. porém, a instrumentação feita pra ela é a de um baião.

Não gostei muito do meu desempenho ao pandeiro (proveniente do esmero em tentar tocar o mais baixo possível, por conta da captação estridente da câmera.. isso de tocar mais baixo acabou interferindo no meu jeito de tocar..), mas a música é bela e eu gostei muito da experiência. WEST!!! PODE ME CONVIDAR MAIS VEZES!!! TÔ DENTRO!!!

Aí vai o link do vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=_g34-aWoag0

...

Essa semana tem novidade musical na área: é a estréia do projeto Bande Ciné, que se apresenta nesta quinta (13/09), às 22h, no Quintal do Lima.

A Bande Ciné, desde que eu soube da empreitada, sempre me pareceu um projeto bastante original, justamente pelo fato de fazer uma incursão por um universo musical pouco conhecido, divulgado e conversado pela grande maioria do público (brasileiro, ainda mais o pernambucano.. avalie o recifense): a música francesa dos anos 60 e 70. No repertório, canções de artistas como France Gall, Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot. Além de transitar por canções italianas e espanholas.

Por saber do potencial dos meninos (integram a banda os amigos Filipe BB, Thiago Suruagy, Demóstenes Júnior – nosso querido “Macaco” – e André Sette, além de Bruno Vitorino e Tatiana Monteiro – ambos ainda não conheço..) e também por já saber das músicas que farão parte do show, já tenho certeza de uma boa novidade pra apreciar nessas nossas noites tão ávidas por degustações musicais de fôlego juvenil e, ao mesmo tempo, de qualidade madura e consciente (como eles próprio dizem em seu release, “arranjos para se ouvir e para se dançar”). É isso que eu acredito que deverá acontecer nesse show da Bande Ciné.

O ecletismo também é a tônica da banda, que vai do jazz à salsa, da bossa nova ao iê-iê-iê e ao cha-cha-cha. Músicas como Te Veux Ou Te Veux Pás (versão francesa de Nem Vem Que Não Tem, de Carlos Imperial, famosa na voz de Wilson Simonal), a instigadíssima e fofinha Avant La Bagarre (France Gall), Moliendo Cafè (Mina Mazzini) e Tu Vuo Fa L’Americano (que ganhou maior visibilidade após fazer parte da trilha do filme Talentoso Ripley) são algumas das canções que farão parte do show.

Uma soma de elementos que tem como resultado uma proposta original e divertida (assim diz o release, assim eu endosso). Eis o que vai rolar quinta-feira (13/09), às 22h, no Quintal do Lima: Bande Ciné. A entrada é barata (R$ 5,00) e o endereço é Rua do Lima, nº 100, em Santo Amaro (próximo à TV Jornal).

Pra quem não conhece as músicas do repertório da Bande Ciné, aí vai o link para um vídeo da France Gall, cantando Avant La Bagarre (a minha preferida!!! A dancinha dela no refrão é A MELHOR.. hehehehe):

http://www.youtube.com/watch?v=44hV7OpUu0c

É nessa quinta!!! Vamos todos, gente!!!

28 julho 2007

aquecido neste inverno.



Pois bem, meus queridos. Retornei de Garanhuns. Passei seis maravilhosos dias convivendo naquele clima friozinho (noites que chegaram, em média, a 9 ou 10º), tomando chocolate quente, ouvindo bons sons, conhecendo muita gente nova e colecionando muita história pra contar.

Faço questão de citar aqui alguns shows que vi e que gostaria de destacar como excelentes apresentações: Lenine, Cordel do Fogo Encantado, Coco Raízes de Arcoverde, Reginaldo Rossi (sim.. ele mesmo, O REI). Esses, na Esplanada Guadalajara. No Palco Pop (Euclides Dourado) quem mais me agradou foi: Rogerman e os Santos de Guerrilha, Almir de Oliveira, Asteróide B-612, Negroove, Gaiamálgama, Canivetes, Os Insites, Devotos (nunca tinha visto um show sequer do grupo de Canibal.. e fiquei impressionado com a precisão, corpo e instigação das músicas.. muito bem trabalhado). Além disso, assisti no Sesc ao show do grupo Café do Vento.

Em Garanhuns, a diversão foi total. Conheci novas pessoas de energia do bem, que fizeram esses meus dias serem mais poéticos ainda. Descobri (por conta de Rafael, meu irmão) uma sopa de abóbora deliciosíssima, lá no Parque Ruber Van Der Linden (ou “Pau Pombo”, para os íntimos). Assisti ao filme Baixio das Bestas, de Cláudio Assis. Despiroquei na Budega de Massilon (o “Garagem” de Garanhuns). Andei na roda gigante (morrendo de medo da altura). Tomei sorvete de maracujá, chocolate quente, vinho com cerveja. Ri demais com os porres pirados do pessoal (e com os meus também, claro). E toquei, né?

Domingo, dia 22, quando cheguei lá, foi o dia do show com Carolina Pinheiro. Show esse que não nos agradou muito. Erros de execução, falta de segurança nas músicas, etc. Esses fatores acabaram descambando num show sem coesão, bastante irregular, sem tranqüilidade.

Já na segunda, dia 23, o show foi com a ElectroZion. E como eu já previa, foi altamente instigante, amarradinho, seguro e tranqüilo. Ouvi boas críticas de quem estava lá. O que mais me impressionou foi a quantidade de gente que estava presente em plena segunda-feira.



Um início bastante introspectivo, de tom sombrio, com uma música que lembra coisas do Portishead, e na seqüência uma vinheta com barulhos de água. Isso causa um certo impacto estético, um estranhamento por parte de quem ainda não conhece a banda (quase todos ali presentes). Mas na terceira música, a instigação dos beats, dos sinthys, guitarra, baixo, teclado, voz e percussão foi contaminando o público. Vi muita gente dançando, vi muita gente sorrindo. E isso me faz um bem danado. Além disso, contamos com a participação do rapper Diogo “Pescosso Colorido”, dando um up em algumas músicas da gente. Valeu a pena demais. Inclusive, tivemos direito a um bom comentário, publicado do Diário de Pernambuco, sobre o nosso show:

"A Electrozion nunca havia feito um show na carreira (apesar de existir há mais de 1 ano) e subiu ao palco pela primeira vez em Garanhuns, com direito a cachê e tudo o que o festival tem a oferecer. A expressão ‘revelação’, portanto, tem mais de um sentido nesse caso. Eles cumpriram seu papel ao despertarem interesse do público com sua música eletrônica cheia de referências de todo tipo ( e sem regionalismo), com predominância de um tom suave. cheia de detalhes minimalistas, mas com momentos mais vibrantes quando recebeu a participação de um cantor de rap (finalmente alguém fazendo hip hop em Pernambuco sem discursos sociais, mais concentrado na experimentação verbal)."



Por sinal, já estão rolando no youtube cinco vídeos desse show de Garanhuns:

Soul Negão - http://www.youtube.com/watch?v=OdgqVF5uEmQ

El Cabron -
http://www.youtube.com/watch?v=gPEIqgZHZsg

ElectroZion -
http://www.youtube.com/watch?v=FSmQS1CChkU

American Gun Stop -
http://www.youtube.com/watch?v=7fc48NxXHFA

Duba Moon -
http://www.youtube.com/watch?v=XDttplxpJO0

Esses mesmos vídeos estão disponíveis na minha páginas de vídeos do orkut.

Quem quiser conhecer mais sobre a ElectroZion, pode acessar o MySpace da banda: www.myspace.com/electrozion

Também acessar o fotolog (já estão disponíveis fotos do FIG): www.fotolog.com/electrozion

E entrar em contato conosco pelo e-mail electrozion@gmail.com

No mais, é isso: Energias renovadas e felicidade. Garanhuns foi ótimo!!!

20 junho 2007

Garanhuns, aí vou eeeeeeu!!!


Pessoal lindo da minha vida!!! Este post de hoje é um dos mais felizes (se não O MAIS FELIZ DE TODOS) que a caixinha recebeu até hoje!!!

Bem, vamos ao que interessa: A Fundarpe (Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco) divulgou hoje, às 11h, a programação de edição de 2007 do Festival de Inverno de Garanhuns. Entre algumas atrações bem legais que irão rolar esse ano (como Lenine, Cordel do Fogo Encantado, entre outras que depois eu comento.. hehehehe), chamo atenção para duas, pois TOCO EM AMBAS.. ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ.. É ISSO MESMO, AMIGUINHOOOOOOSSSS!!!! A FELICIDADE HOJE TOMA CONTA DE MIIIIIIIIM. É LEONARDO VILA NOVA EM DOSE DUPLA, ESSE ANO, EM GARANHUNS!!!

Isso me lembra a primeira vez que estive lá, há 4 anos, no dia 13 de julho de 2003, pra tocar com a Chocalhos e Badalos (banda que muitos conheceram na época), no Palco Pop (Parque Euclides Dourado). Boas lembranças daquele dia. Tudo muito bom. O tratamento que a produção nos deu foi da melhor qualidade. Passagem de som fuderosa, calma, muito eficiente. Qualidade do som, idem. Um camarim dos mais fartos (em termos de bebida e comida). Amigos nossos lá (lembro de todos: Socorro, Júlia, Natália, Rafael, Flora, Uaiana, Eugênia, etc.). Expectativa total e nervosismo pulsante em nossos corações. Era um reconhecimento magnífico do nosso modesto trabalho, até então. Abrimos o show pra Cabruêra, uma banda excelentíssima da Paraíba. Tivemos a participação de Larissa Montenegero, vocalista da banda Chico Correa & Electronic Band, também da Paraíba. Ela cantou, junto a Filipe BB, a música Pra Onde o Mar se Acaba. Também tocando conosco, no show inteiro, um dos nossos grandes companheiros de palco e de vida, Yuri Queiroga. O show teve a brilhante abertura com a música A Cara do Cara, de Juliano Muta, contando com dois integrantes do grupo Caixa de Pandora (Asaías Lira.. o Zaza.. e Júnior Aguiar), com suas máscaras cavernosas e seus bailados e expressões tortuosas delineando a intenção da música. Teoricamente, fechamos com Geraldinos e Arquibaldos, a música “apenas cantada” de Gonzaguinha. Grande momento também. Porém, teoricamente.. pois no foi pedido pela produção que voltássemos ao palco para um bis, inesperadamente, por conta da excelente reação do público. E voltamos com o samba de terreiro A Véia Foice, também de Juliano, e seu nada sugestivo refrão: “corta CANA, BISavó.. cabeça ativa.. corta CANA, BISavó.. cabeça ativa”. Rolou muita diversão e felicidade nesse dia. Guardo pra sempre no meu coração.

E agora, 4 anos depois, eu, Filipe BB e Thiago Suruagy (também ex-integrantes da Chocalhos e Badalos) voltamos ao mesmo Palco Pop, no Parque Euclides Dourado, pra tocar com a cantora, compositora e musicista CAROLINA PINHEIRO.


Com mais de 10 anos de estrada, a sua relação com a música vai além do simples ato de tocar e cantar, e sim prenuncia uma comunhão entre o corpo, a mente, o coração e o universo ao seu redor; uma comunhão transcendental e profunda. Porém, uma profundidade expressa com simplicidade e leveza através de suas canções.

Ela faz uma música em que se identificam elementos das nossas raízes culturais, reprocessadas através de uma linguagem pop contemporânea, com letras de forte teor místico e existencialista. Uma música pontuada por um misto entre regional e universal, de natureza híbrida, onde se percebem diversas texturas, por hora contrastantes, porém complementares e uníssonas.

Assim, se desenvolve um espetáculo sensível e dançante, proporcionado por uma voz suave e potente ao mesmo tempo, mais uma das aparentes contradições de que se compõe esse trabalho.

Fazem parte da banda que acompanha Carolina Pinheiro: Filipe BB (guitarra e viola de 12 cordas), Thiago Suruagy (percussão), Eduardo Buarque (bateria e percussão), Koala (contrabaixo) e euzinho, Leonardo Vila Nova (percussão).

Aí segue o link de uma de suas canções, Mayara:

http://rapidshare.com/files/38366658/Carolina_Pinheiro_-_Mayara.mp3.html

E eu tocarei também com a ELECTROZION, projeto de música eletrônica, no qual fui chamado a integrar há pouco mais de 1 mês e meio.


A Electrozion mistura influências da musicalidade negra, como soul, dub e reggae. A banda propõe um trabalho de colagem entre o eletrônico e o orgânico. Muitíssimo interessante e agradável aos ouvidos. Músicas com ambientações bem diversas, heterogêneas. Integram a Electrozion: Eduardo Padrão (guitarra), Peter Noya (no que eu chamo de oprecionalizações tecnológicas e musicais), Ju Orange (vocais) e, agora, eu, Leonardo Vila Nova (percussão).

Segue o link do MySpace da Electrozion. Lá, vocês podem conferir 4 faixas do seu trabalho:

http://www.myspace.com/electrozion

Antes que vocês me perguntem, as datas de ambas as atrações ainda não estão definidas (assim como a de todas as atrações do Palco Pop). Mas convém lembrar que o Festival de Inverno de Garanhuns vai do dia 19 ao dia 28 de julho. Programem-se. Daqui pra lá, confirmando as datas, avisarei a todos, por aqui, por e-mail, por telefone, pessoalmente, por telepatia, sinal de fumaça, código morse, telegrama, pombo correio, qualquer coisa.

Além de eu ir tocar por duas vezes este ano em Garanhuns, grandes amigos também farão seu sons ecoarem por aquelas praças e parques: estão confirmadas também a COMUNA (dos meninos Ricardo Maia Jr., Bruno Freire, Amaro Mendonça, Yuri Pimentel e Glauco César Segundo), RIVOTRILL (de Eluizo Jr., Rafael Duarte e Lucas dos Prazeres) e OS INSITES (do meu amigo/irmão Fel Viana). Vai ser farra pouca, viu?

POST MAIS FELIZ DE TODOS!!! Espero ver muita gente amiga/irmã lá em Garanhuns, viu?

Grande abraços e luz!!!

09 junho 2007

inspiração



Meus queridíssimos,

mais uma vez, cá estou eu, retornando das profundezas do limbo para atualizar a caixinha.

Dessa vez, com uma postagem breve, mas muito especial.

.. sabe no que dá você conhecer e perceber pessoas lindas? Dá nisso aqui ó:

“Quem me deu a mão pra escrever


Olhou nos olhos e disse como os pensamentos confundiam

E eu apenas digo que a vida é,

Em cada poro que dela exalar perfume e suor,

Amor e um montão de coisas afins

Tanto os olhos como as mãos conversam

É através deles, físicos, que o tudo maisDialoga, conversa, sente, percebe

E encanta.

O mundo, os olhos e as mãos

Tudo é amor,

Tudo é encantamento”.

Bom motivo para [re]atualizar o blog, não?

=D

Isso foi escrito para a menina Ighara.

Fiquem com Deus, todos!

25 abril 2007

coração nas nuvens.



Passei algumas semanas ausente da caixinha. Isso se deve ao turbilhão de vida que me atravessou nesses dias de Sol e chuva. O coração anda cheio de ternura. Entre goles de cerveja, sorrisos, brincadeiras, afinidade tamanha, milhares e milhões de sensações, tão belas e acolhedoras, o mundo me foi muito mais intenso e vivo em 24 horas (que se repetiram e vêm se repetindo por mais algumas outras horas e contatos sempre felizes) do que em grande parte de minha vida. Estou formando família nova (leofelmelecéu), com pessoas que me chegaram, me tocaram, me sorriram, me aceitaram, e que me querem assim como eu as quero. Muito, muito, muito intensamente. A sensação de vida foi tão forte, tão densa, que me exauriu um pouquinho. Começo agora a absorver e a entender de forma menos frenética, pouco a pouco, o significado de tudo isso, a beleza que nisso tudo reside. E quando eu digo que o coração está nas nuvens (vide o título de hoje), é porque ele está sim, tomado de assalto, nas nuvens de um céu estrelado do Oriente, tão zen céu, tão bonito. Esse céu me desperta ternura, poesia, alegria e sorrisos. E eu quero voar.

Disponibilizo hoje, para baixar, canção do Devendra Banhart, chamada Owl Eyes. A letra é meio estranha, mas a música em si, a sensação que as harmonias, melodias e a sensibilidade que elas me passam traduzem bem como me sinto. É ouvir e sentir, deixar-se flutuar.

link: http://rapidshare.com/files/27947187/Devendra_Banhart_-_14_-_Owl_Eyes.mp3.html

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Nas últimas semanas têm rolado as gravações de uma das minhas bandas, Ínsula. Hoje mesmo foi dia. Apesar da correria que foi pra se organizar, com pouquíssimo tempo pra se trabalhar as músicas (pois essas gravações caíram do céu pra nós, porém com prazo curtíssimo pra se cumprir), as músicas estão ficando muito, muito bonitas. Estamos em meio a percussões minhas, vozes e violões do meu fiel companheiro de música, poesia, vida e boemia, Juliano Muta; passeando por trompetes e cavaquinhos de Demóstenes Júnior (ou Macaco, para os chegados) e por uns cellos garbosos e encorpados de Luís Carlos Ribeiro, também nosso companheiro nessa empreitada.




É o processo sensível e intuitivo da alma do artista, que nessa horas se mostra muito, e muito mesmo, arquiteto da sua emoção. A construção de uma música, o encaixe das suas células de forma belamente agradável aos ouvidos e ao coração, requer um minucioso trabalho de observação constantes, de atenção redobrada, mas também de uma intensa entrega às sensações, aos sentidos que cada música lhe causa e por qual caminho ela te guia para seguir. Afinal de contas, é isso que ocorre: não é você quem guia pra onde música vai. É ela quem te conduz, é ela quem te faz deduzir por onde ela própria quer ir.

Hoje, tivemos duas presenças agradáveis e talentosas no estúdio. Gravando conosco, o baterista Lucas Araújo (Parafusa, Dibonton, SambaFino Groove e outros milhares de projetos). Sempre muito inteligente, sagaz e preciso, Lucas foi apresentado às músicas hoje, e hoje mesmo já as gravou, com uma maestria e tranqüilidade dignas de um excelente músico. A outra presença foi de Yuri Pimentel (Comuna), que veio conhecer uma das músicas em que irá participar, tocando baixo. Tenho certeza de que será outra participação impecável.

Têm sido um pouco trabalhoso e cansativo (pelo atropelo do exíguo tempo de que dispomos). Porém, tem sido, sim, de uma satisfação e felicidade que ninguém faz idéia. Já estou bastante ansioso pelo resultado final, mas o processo de gravação em si é magnífico, estimulante. Sentia muita falta disso.

Fiquem ligados: podem aguardar mais notícias sobre a Ínsula, que, em breve, estará dando as caras por aí.

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A caixinha também é serviço de utilidade pública. E venho aqui fazer uma divulgação mais do que justa de algo que merece E DEVE ter toda a nossa atenção.

O incentivo à leitura é uma das coisas mais válidas e coerentes nos dias de hoje e num país como o Brasil, onde o número de iletrados ainda é imenso. Portanto, divulguemos e também acessemos o site
www.dominiopublico.gov.br, disponibilizado pelo Ministério da Educação. Lá, pode se baixar GRATUITAMENTE milhares de obras em livros, nas mais diversas línguas, dos mais diversos autores e das mais diversas searas (filosofia, artes, poesia, política, romances, comunicação, matemática, astronomia, etc). No site, se encontram clássicos (e também os “não-clássicos”) de nomes nacionais e internacionais como Platão, Fernando Pessoa, Marx, Machado de Assis, entre outros, muuuuitos outros.

Além do acervo literário, há também arquivos de áudio, vídeo e software. Tudo disponibilizado, repito, GRATUITAMENTE.

Porém, o site corre o risco de sair do ar, por causa do ínfimo número de acessos. Portanto, tentemos reverter essa situação, divulgando essa maravilhosa fonte de conhecimento para amigos, conhecidos, parentes, colegas (além de também fazermos usufruto dela). Como em nosso país ainda não há o costume de se estimular a buscar pelo saber (que, sem dúvida alguma, é o que realmente amplia a percepção do mundo que nos cerca e nos torna cidadãos muito mais conscientes e atuantes) e nem de se divulgar sites como esse, que fazem a sua parte, disponibilizando tamanho acervo dessa natureza, então que o façamos nós. Passem essa mensagem pra frente, divulguem, acessem. Passando essa informação pra frente já é um grande passo de cidadania que nós estaremos dando.

No mais, boa leitura.

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vem chegando por aí. Caetano Veloso vem chegando por aí. E a fila AE do Teatro Guararapes espera por mim.

(ouvindo Owl Eyes, by Devendra Banhart).

03 abril 2007

bétula


Sabe aquela mocinha lá da Islândia, que é bem bonita, encantadora, de jeito tímido, esquisitinha, que tem uma voz e interpretações que se alternam entre momentos de suavidade e singeleza e extrema visceralidade? É.. ela mesmo.. a Björk.. Pois bem.. Acaba de vazar na internet um trecho de 15 segundos do single do seu mais novo disco, Volta. A música é Earth Intruders.

Volta, que será lançado em 7 de maio no Hemisfério Norte, é uma parceria com o mainstrean rapper e produtor ianque Timbaland, que já trabalhou na música Sexyback, aquela de Justin Timberlake, e de álbuns de Snoop Dogg, Nelly Furtado, Missy Elliott e Jennifer Lopez.. (que cast é esse, meu irmãããããão.. hahahaha..). Mas, ao contrário do que se pode pensar, não será um disco de hip-hop, de acordo com Björk. Ela não sabe definir que tipo de som é (como se alguém conseguisse definir a música transcendental dela), mas afirmou que é algo bom. Em entrevistas, ela até comentou que Timbaland, no primeiro encontro dos dois, chegou a perguntar se ela queria fazer algo estranho ou algum hit. Com seu jeito peculiar, e cheia de razão, Björk disse que não funcionava assim, que ela não decidiria o que seria sua música antes mesmo de começá-la.

Timbaland participa de três faixas do novo disco: Hope, Innocence e Earth Intruders. Essa última que acabou tendo trecho seu vazando na internet.

A sonoridade é bem diferente do que se tem observado nos últimos trabalhos de Björk, que andava primando pelos trabalhos vocais. Observa-se aqui um som agressivo, com guitarras fortes, pesadas.. bastante nervoso.

Abaixo, um link do Rapidshare com o trecho de Earteh Intruders (para baixar):

http://rapidshare.com/files/24187739/Bjoerk_-_Earth_Intruders.wav.html

Aaahhhh.. e pra quem não sabe, o título desse texto de hoje, "bétula", é justamente o significado do nome Björk. A bétula é “um arbusto que só dá em clima frio e que, num pequeno país perto do Ártico, ganhou a tradução de 'björk'. O termo, que em islandês castiço tem som de 'biôrk', designou a planta até novembro de 1965, quando um casal hippie sapecou-o na certidão de nascimento da filha. Numa comunidade bicho-grilo de Reykjavík, vinha ao mundo aquela que se consagraria como a primeira popstar da história da Islândia: Björk Guðmundsdóttir” (FONTE DO TRECHO ASPADO ACIMA: http://www.alescarlos.pop.com.br/bjork.html).

Agora, é só aguardar Volta, o próximo trabalho dessa criatura que, como eu nunca me canso de dizer, é a prova viva de que existe uma inspiração divina neste Universo.