Para aqueles que se espantaram com o título da postagem:
Neste domingo, eu recebi, sob a égide da maravilhosa Marília de Amorim (mais conhecida como Mari) a honraria de ser intitulado líder do mais novo movimento musical que vai revolucionar os ouvidos da cidade do Recife: o satan-jazz!!! 
Calma! Calma! Calminha! (almas minhas). Isso nada tem a ver com música satânica ou coisa do gênero. Foi apenas uma brincadeira que se deu na madrugada do dia 16 de agosto (sábado último), em pleno Quintal do Rossi Love, Olinda.
Numa singela noite, regada a cerveja, depois de ter tocado na Calourada mais atrasada de todos os tempos (a de Arquitetura, no CAC, que iria começar às 17h e só iniciou seus trabalhos às 20h30); Depois ainda de uma passagem pelo Garagem, eis que fui parar naquele ambiente lúdico, que é o Quintal do Rossi Love (quando vejo aquelas meia-luzes “iluminando” aquele cubículo, onde pessoas dançam numa deliciosa movimentação extasiante, só me vêm um puteiro à cabeça).
Lá, observando uma parte onde há diversos vinis pregados colados nas paredes, vi uma, duas, acho que até três fotos de discos de músicos do jazz, em plena ação: tocando trompetes, num sopro tãããããão instigado, que suas bochechas inchavam de uma forma absurda (igual a essa imagem do Dizzy Gillespie).
Impressionadíssimo com aquilo, resolvi bater uma foto de mim mesmo, tentando chegar ao ápice da elasticidade muscular, inchando as bochechas que nem esses grandes músicos.
E eis que saiu esse feito aqui:
Ao ver a foto, fiquei assustado com o que vi. Mostrei a Mari, dizendo assim: “Mari. Olha só o SATANÁS!!!” Ela riu copiosamente e começamos a anunciar aos 4 ventos: “É o SATAN-JAZZ!!!”
E eis que foi a plantada a semente dessa brincadeira.
Se eu fosse dar uma definição pra isso, para o que viria a ser o Satan-Jazz, pegaria emprestadas umas expressões da própria Mari, misturaria ao momento e ao ambiente em que aquilo surgiu, às minhas próprias definições de diversão, prazer, e lembraria até de Raul Seixas, com sua Sociedade Alternativa e quando dizia que o “diabo é o pai do rock”.
Na realidade, o diabo (o anjo mais lindo que Deus haveria criado) é o pai de todas as coisas carnais, de todos os prazeres mundanos, anti-celestiais, da bebida, do sexo, do delicioso caos que há no rodar, rodar, rodar e deixar-se cair nas graças da despretensão de ser feliz. Ele também é natureza, no sentido de que, sem hipocrisia alguma em dizer isso, ele está presente em quase tudo que nós, seres humanos, desejamos fazer e sentir mas que a Igreja nos recrimina. Ele seria uma outra face da moeda na qual, do outro lado, encontramos Deus e toda a culpa cristã, edificada em nossos corações e mentes através das instituições religiosas. A outra face da MESMA moeda.
Portanto, o diabo é o pai do rock, é o pai do jazz, é o pai da libido, da diversão, do prazer, da carne, e, junto a Deus (seu irmão gêmeo – ou o seu Pai compreensivo e libertador) é o pai da criação, do estímulo à criação em momentos como esses, onde a bebida impera e a felicidade em encontrar pessoas bacanas se faz presente e verdadeira.
Aqui, nada de apologia ao satanismo. Mas à liberdade da vida, da criação, do jazz, do amor e do prazer, e também da brincadeira.
.
Mostrando um poema meu à mocinha Priscila (que conheci em Garanhuns, e que vim rever, bem rapidamente, também no dia tal Calourada), perguntei o que ela achava. Entre outras coisas, ela me disse:
Prisci. diz (00:19):
hummm
Prisci. diz (00:20):
parecia o marquês de sade. me lembrei dele.
Depois, ela complementa:
Prisci. diz (00:21):
mas foi a primeira coisa que veio na cabeça, depois o lindo do johnny depp.
Prisci. diz (00:21):
HAHAHAHAH
Prisci. diz (00:21):
Tbm não sei pq.
Vou escrever um poema em homenagem a Johnny Depp, ao estilo dos contos do Marquês de Sade. Crueldade libidinosa, hein? Será que meu poema é tão belo, porém, não tão puro? Ou será que dentro do escrevo essa coisa da beleza caminha equiparada à dor que o prazer também pode provocar?
São esses estímulos à libido feminina, cada qual ao seu modo, Marquês de Sade e/ou Johnny Depp.
Viva a poesia de Vila Nova!!!
E tenho dito (modesto, né?)
=P
19 agosto 2008
o sádico e satânico jazz do marquês johnny depp
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leonardo vila nova
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01:29
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29 setembro 2007
sonho que se sonha junto...
Ontem, uma pessoa de fundamental contribuição para a minha formação ética e humana deu um passo gigantesco em sua vida.
Luiz Adolpho Alves e Silva (meu sempre professor, mestre e amigo), filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e disputará, no próximo pleito (2008), uma vaga na Câmara dos Vereadores de Olinda.
Fico feliz, orgulhoso e torcendo bastante pelo sucesso de Adolpho nessa nova empreitada. Isso, porque sei de sua integridade como homem, de sua busca incessante pela justiça, pelo bem estar coletivo, pela inclusão social, pela democratização de valores fundamentados no respeito à dignidade humana, e sei de seus valores, sempre tão consistentes e coerentes com sua história de vida.
Conheci Adolpho em meados dos anos 90, quando eu ainda era um adolescente, no Colégio Souza Leão. A princípio, o nosso primeiro contato foi como professor e aluno. Ele, professor de Educação Física. Eu, um jovem estudante de 12 pra 13 anos. Sempre bastante receptivo, com um sorriso acolhedor no rosto, ele era um professor diferente, que se preocupava individualmente com as potencialidades de cada aluno, estimulando e incentivando o desenvolvimento sadio (e consciente) dessas potencialidades.
Após isso, num segundo momento, conheci o Adolpho mestre. A partir de um evento que ele idealizou para o colégio, onde ele colocava os alunos como agentes diretos de um processo de construção artística, cultural, de conscientização e garra, que envolvia a todos, emocionalmente, ideologicamente. Um evento onde o aluno participava, responsavelmente, como alguém capaz de ser ator principal e também dialogicamente no processo educacional, onde ele mesmo, o aluno, colocava a mão na massa e toda a sua criatividade pra fora. Lembro-me das conversas de um grande mestre, preocupado e responsável pela formação da capacidade crítica de cada um de nós. As conversas sobre valores de vida, de sociedade, política, amor, cidadania. Ele plantava em cada um de nós uma semente que acredito ter sido responsável pelo rumo que hoje tomamos, seja eticamente, artisticamente, politicamente, etc. Pra mim, esses tempos e essa relação foi a mais proveitosa, dinâmica e saudosa que tive em minha vida. E principalmente porque eu estava crescendo, amadurecendo, formando meu discernimento, tecendo meus caminhos, fazendo minhas escolhas. E ele foi o mestre mais adequado para esse momento. Alguém que sempre nos orientou para que nos percebêssemos como agentes sociais transformadores, e que nos despertou (acredito que eternamente) a capacidade de indignação com as mazelas e injustiças da sociedade, da alma.
E com isso percebi que, realmente, ele era (e continua sendo) um professor diferente: ele vai muito além dos quadros das salas de aula e das quadras de esportes (onde nos conhecemos). Ele vai ao cerne dos nossos brios, fazendo despertar em nós uma consciência forte, lutadora, perseverante, mas, ao mesmo tempo, doce, carinhosa, reflexiva, identificada com o coletivo, com o outro.
Dessa relação de professor/aluno e mestre/aprendiz, os laços foram se estreitando e a nossa proximidade e identificação foi cada vez mais nítida. E daí, conheci o Adolpho amigo e homem, como qualquer um de nós, que tem sonhos, desejos e objetivos a conquistar. E entre esses objetivos (acho que o principal deles) está o de ajudar na construção de uma sociedade mais igualitária, mais justa, mais fraterna. Ele sempre demonstrou isso em todas as suas conversas, na forma como ele nos incentivava a seguir em frente e batalhar por nossos ideais, a lograr conquistas de forma digna.
Ele enfrentou um grande baque em sua vida: a perda do pai, Tárcio Botelho, no dia 20 de novembro de 2001. Tárcio foi um dos grandes carnavalescos que a cidade de Olinda já teve. Fundador da Pitombeiras e, à época, Presidente do Clube de Alegorias e Crítica Homem da Meia-Noite (a maior e mais importante agremiação do carnaval olindense). Ele era o alicerce no qual se sustentava toda a identidade ética, humana e política de Adolpho. Era o seu maior herói. Diante dessa perda, Adolpho passou um tempo maturando e percebeu que a obra de vida e esperança de Tárcio não estava acabada. Era preciso dar continuidade a ela. E ninguém melhor do que o próprio filho para lutar pela continuidade da obra do pai, pra manter esse legado vivo. E Adolpho arriscou-se a encarar o seu primeiro grande desafio de vida: candidatar-se à presidência do Homem da Meia-Noite, competindo contra Sílvio Botelho, o famoso “bonequeiro” da cidade.
Adolpho ganhou.
Porém, ao contrário do que se pode imaginar, conduzir um bloco da magnitude do Homem da Meia Noite não é nada fácil. E Adolpho tinha um plano para aquela agremiação: que ela ultrapassasse a mera característica de instituição carnavalesca e alcançasse também o âmbito social a que ela poderia se destinar. Assim sendo, criou o projeto “GIGANTE CIDADÃO”, que tem como proposta a inclusão social de crianças carentes do entorno do Bonsucesso. A idéia é que as crianças tenham acesso a aulas de teatro, dança, comunicação, cidadania, também biblioteca e laboratório de informática (disponíveis na sede do bloco). Para isso, a única exigência é: que cada uma dessas crianças esteja matriculada regularmente na escola. Com isso, há o estímulo à procura pela escola, pela educação, e também por uma didática diferenciada, envolvendo no processo educacional campos de conhecimento e arte como a dança, o teatro, formação da consciência crítica e social (com as aulas de cidadania), com a participação ativa de todos: educadores, alunos, pais, a comunidade como um todo. Esse projeto acabou dando ao Homem da Meia-Noite um reconhecimento muito além do que ele desfrutava, pois muito mais do que promover apenas o carnaval, ele agora promove a inclusão social, a educação, a cidadania e a arte em suas diversas acepções, dando oportunidades de aperfeiçoamento das potencialidades àqueles que, por falta de condições financeiras razoáveis, não teriam acesso a essa possibilidade pelas vias formais.
Pelo tanto de empenho, carinho, amor e perseverança que Adolpho tem colocado em suas ações, essa sua luta por uma sociedade mais justa tem se mostrado eficaz. E agora, vai colocar suas forças a serviço de um projeto que pode ter um alcance ainda maior do que ele já tem conseguido em sua comunidade. Agora, suas forças serão colocadas a serviço da cidade de Olinda. Sempre identificado com os ideais socialistas, comunistas, ele acaba de ingressar no PC do B (abonado, em plena Câmara Municipal de Olinda, pela Prefeita Luciana Santos, agora sua companheira de partido), para disputar as eleições no próximo ano, candidatando-se à vereador da cidade. Torço muito por essa conquista, pois sei que, pelo homem íntegro que é, ele tem muito a contribuir com Olinda, com seu povo, com sua sociedade, com sua gente. Acredito nele. Sempre acreditei.
E para meus amigos (todos, mas principalmente os olindenses), peço que dêem seu apoio a esse homem que é digno de nossos votos, de nossa confiança em seu projeto, em seu caráter, em seu amor pela nossa terra.
Uma comunidade foi criada para angariar apoios e força para Adolpho nessa nova caminhada (que é, também, por nossa condição de cidadãos conscientes e responsáveis, uma caminhada NOSSA). A comunidade se chama “AMIGOS DE LUIZ ADOLPHO”.
Aí vai o link: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=37842247
Ajudemos a construir esse novo caminho pra nossa política.
Raul Seixas, um dia, disse: “sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade”.
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leonardo vila nova
às
16:13
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