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20 junho 2007

Garanhuns, aí vou eeeeeeu!!!


Pessoal lindo da minha vida!!! Este post de hoje é um dos mais felizes (se não O MAIS FELIZ DE TODOS) que a caixinha recebeu até hoje!!!

Bem, vamos ao que interessa: A Fundarpe (Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco) divulgou hoje, às 11h, a programação de edição de 2007 do Festival de Inverno de Garanhuns. Entre algumas atrações bem legais que irão rolar esse ano (como Lenine, Cordel do Fogo Encantado, entre outras que depois eu comento.. hehehehe), chamo atenção para duas, pois TOCO EM AMBAS.. ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ.. É ISSO MESMO, AMIGUINHOOOOOOSSSS!!!! A FELICIDADE HOJE TOMA CONTA DE MIIIIIIIIM. É LEONARDO VILA NOVA EM DOSE DUPLA, ESSE ANO, EM GARANHUNS!!!

Isso me lembra a primeira vez que estive lá, há 4 anos, no dia 13 de julho de 2003, pra tocar com a Chocalhos e Badalos (banda que muitos conheceram na época), no Palco Pop (Parque Euclides Dourado). Boas lembranças daquele dia. Tudo muito bom. O tratamento que a produção nos deu foi da melhor qualidade. Passagem de som fuderosa, calma, muito eficiente. Qualidade do som, idem. Um camarim dos mais fartos (em termos de bebida e comida). Amigos nossos lá (lembro de todos: Socorro, Júlia, Natália, Rafael, Flora, Uaiana, Eugênia, etc.). Expectativa total e nervosismo pulsante em nossos corações. Era um reconhecimento magnífico do nosso modesto trabalho, até então. Abrimos o show pra Cabruêra, uma banda excelentíssima da Paraíba. Tivemos a participação de Larissa Montenegero, vocalista da banda Chico Correa & Electronic Band, também da Paraíba. Ela cantou, junto a Filipe BB, a música Pra Onde o Mar se Acaba. Também tocando conosco, no show inteiro, um dos nossos grandes companheiros de palco e de vida, Yuri Queiroga. O show teve a brilhante abertura com a música A Cara do Cara, de Juliano Muta, contando com dois integrantes do grupo Caixa de Pandora (Asaías Lira.. o Zaza.. e Júnior Aguiar), com suas máscaras cavernosas e seus bailados e expressões tortuosas delineando a intenção da música. Teoricamente, fechamos com Geraldinos e Arquibaldos, a música “apenas cantada” de Gonzaguinha. Grande momento também. Porém, teoricamente.. pois no foi pedido pela produção que voltássemos ao palco para um bis, inesperadamente, por conta da excelente reação do público. E voltamos com o samba de terreiro A Véia Foice, também de Juliano, e seu nada sugestivo refrão: “corta CANA, BISavó.. cabeça ativa.. corta CANA, BISavó.. cabeça ativa”. Rolou muita diversão e felicidade nesse dia. Guardo pra sempre no meu coração.

E agora, 4 anos depois, eu, Filipe BB e Thiago Suruagy (também ex-integrantes da Chocalhos e Badalos) voltamos ao mesmo Palco Pop, no Parque Euclides Dourado, pra tocar com a cantora, compositora e musicista CAROLINA PINHEIRO.


Com mais de 10 anos de estrada, a sua relação com a música vai além do simples ato de tocar e cantar, e sim prenuncia uma comunhão entre o corpo, a mente, o coração e o universo ao seu redor; uma comunhão transcendental e profunda. Porém, uma profundidade expressa com simplicidade e leveza através de suas canções.

Ela faz uma música em que se identificam elementos das nossas raízes culturais, reprocessadas através de uma linguagem pop contemporânea, com letras de forte teor místico e existencialista. Uma música pontuada por um misto entre regional e universal, de natureza híbrida, onde se percebem diversas texturas, por hora contrastantes, porém complementares e uníssonas.

Assim, se desenvolve um espetáculo sensível e dançante, proporcionado por uma voz suave e potente ao mesmo tempo, mais uma das aparentes contradições de que se compõe esse trabalho.

Fazem parte da banda que acompanha Carolina Pinheiro: Filipe BB (guitarra e viola de 12 cordas), Thiago Suruagy (percussão), Eduardo Buarque (bateria e percussão), Koala (contrabaixo) e euzinho, Leonardo Vila Nova (percussão).

Aí segue o link de uma de suas canções, Mayara:

http://rapidshare.com/files/38366658/Carolina_Pinheiro_-_Mayara.mp3.html

E eu tocarei também com a ELECTROZION, projeto de música eletrônica, no qual fui chamado a integrar há pouco mais de 1 mês e meio.


A Electrozion mistura influências da musicalidade negra, como soul, dub e reggae. A banda propõe um trabalho de colagem entre o eletrônico e o orgânico. Muitíssimo interessante e agradável aos ouvidos. Músicas com ambientações bem diversas, heterogêneas. Integram a Electrozion: Eduardo Padrão (guitarra), Peter Noya (no que eu chamo de oprecionalizações tecnológicas e musicais), Ju Orange (vocais) e, agora, eu, Leonardo Vila Nova (percussão).

Segue o link do MySpace da Electrozion. Lá, vocês podem conferir 4 faixas do seu trabalho:

http://www.myspace.com/electrozion

Antes que vocês me perguntem, as datas de ambas as atrações ainda não estão definidas (assim como a de todas as atrações do Palco Pop). Mas convém lembrar que o Festival de Inverno de Garanhuns vai do dia 19 ao dia 28 de julho. Programem-se. Daqui pra lá, confirmando as datas, avisarei a todos, por aqui, por e-mail, por telefone, pessoalmente, por telepatia, sinal de fumaça, código morse, telegrama, pombo correio, qualquer coisa.

Além de eu ir tocar por duas vezes este ano em Garanhuns, grandes amigos também farão seu sons ecoarem por aquelas praças e parques: estão confirmadas também a COMUNA (dos meninos Ricardo Maia Jr., Bruno Freire, Amaro Mendonça, Yuri Pimentel e Glauco César Segundo), RIVOTRILL (de Eluizo Jr., Rafael Duarte e Lucas dos Prazeres) e OS INSITES (do meu amigo/irmão Fel Viana). Vai ser farra pouca, viu?

POST MAIS FELIZ DE TODOS!!! Espero ver muita gente amiga/irmã lá em Garanhuns, viu?

Grande abraços e luz!!!

22 março 2007

avisinhos de fim de semana & notinhas


A música vem me abraçando cada vez mais apertado. Pessoas novas, momentos novos, músicas novas (modinha à 13.ª), fazendo e pensando muitas coisas, em ritmo frenético; e muitas outras por fazer ainda, mordendo com vontade a polpa maçã; a mente, o coração e o espírito estão respirando mais profundamente um ar mais leve e ao mesmo tempo mais denso. Beleza na vida, nas pessoas, nas letras, nas notas, nos sorrisos.

Pouco dinheiro, mas muito bem-estar...

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Enquanto que a produção do show de Chico Buarque desorganiza pra poder se organizar, e os velhinhos pagam o pato, confusão, filas imensas e aperto pra poder ver o carioca, vou palavreando por aqui as coisas que estão rolando:

PROJETO “O FREVO”

Amanhã, (sexta-feira, 23), a partir das 22h (EM PONTO), na Praça do Arsenal (Recife Antigo), rola mais uma edição do projeto O Frevo, promovido pela Prefeitura da Cidade do Recife (“A grande obra é LOMBRAR as pessoas”).

O projeto tem como mote trazer semanalmente três bandas/artistas da cena musical recifense a fim de fazer um show com repertório baseado em músicas próprias e em clássicos (ou não) do frevo. Cada artista tem a liberdade de adaptar os frevos ao seu estilo, e vice-versa: trazer músicas suas para o universo do frevo. A proposta é promover um intercâmbio entre o frevo e linguagens musicais diversas, que vão do pop ao rock, jazz, etc.

Entre as atrações de amanhã, a cantora, musicista e compositora Carolina Pinheiro (22h), com quem estarei tocando.

A cantora, que já tem mais de 10 anos de estrada (e já trabalhou com artistas como Chão e Chinelo e Josildo Sá), faz uma música em que se identificam elementos das nossas raízes culturais, interceptadas por uma linguagem pop contemporânea, com letras de forte teor místico e existencialista, pontuadas por um misto entre regional e universal.

Além de mim, na percussão, tocam com a Carolina Pinheiro os meus companheiros Filipe Barros (guitarra), Eduardo Buarque (bateria), Thiago Suruagy (percussão), Koala (contrabaixo) e Márcio Oliveira (trompete).

Além da Carolina Pinheiro, também se apresentam San B (23h) e Bonsucesso Sambaclube (0h).

Apareçam.

SHOW DAS BANDAS VERMUTE, COMUNA E PÉ PRETO




Neste sábado (24), a partir das 21h, o bar Capitão Lima (rua do Lima, n.º 102 – Santo Amaro) recebe as bandas Vermute, Comuna e Pé Preto.

Cada uma das três bandas possui um trabalho bem particular, que vai do pop ao jazz, com incursões pelo rock, pelo samba, pelo experimentalismo, etc e tal. Vale a pena conferir, será uma noite bem sortida.

A entrada custa R$ 3,00 (três CONTO).

MTV ESTÚDIO COCA-COLA

Quem quiser ficar em casa neste domingo (25), dê uma olhada numa das poucas coisas interessantes que a TV irá mostrar neste fim-de-semana. É o programa MTV Estúdio Coca-Cola, que irá, em sua primeira edição, juntar os músicos Lenine e Marcelo D2, pra uma apresentação inédita.

Vai ser interessante ver a dobradinha de artistas tão singulares, cuja música tem como principal marca o groove, o balanço, a levada.

As bandas dos dois músicos se fundiram, pra fazer uma única banda, composta pelo violão inconfundível de Lenine, as rimas de D2, entre guitarra, baixo, bateria, percussão, scratches, beatbox e teclado, desfiando um total de 8 músicas durante a apresentação. São três canções de Lenine, três de D2, mais 2 covers: Brejo da Cruz, de Chico Buarque (ATENÇÃO: nesta música, D2 irá CANTAR, e não rapear..) e Guerreiro, de Curumin.

O programa será exibido pela MTV, às 19h30 deste domingo (25).

C(A)Ê TÁ CHEGANDO

O cantor Caetano Veloso virá se apresentar em Recife, nos dias 30 de abril e 1.º de maio, no Teatro Guararapes. No repertório, canções do seu mais recente disco, , além de diversas canções de Caê, que tenham ligação com o universo do rock. Quem quiser ir, prepare logo o bolso. Mais informações, neste blog ou em qualquer canto por aí.

LULA QUEIROGA NO DOMINGO NO CAMPUS

Enquanto segue entre as produções da Luni e a gravação do seu terceiro disco solo, Tudo Enzima, Lula Queiroga já é atração confirmada numa das próximas edições do Domingo no Campus, dia 27 de maio.

SILVÉRIO PESSOA LANÇA DVD

Silvério lança, nesta próxima quarta-feira (28), às 19h, na Livraria Cultura, o DVD Cabeça Elétrica, Coração Acústico ao vivo, gravado no Teatro Santa Isabel, no show de lançamento do CD homônimo, em novembro de 2005.

No DVD, além do show, imagens de bastidores, depoimentos do artista, clipes e trechos das turnês realizadas pela Europa.

Na ocasião, um bate-papo com Silvério e os diretores do DVD, Lula Queiroga e Eric Laurence, além da apresentação de 5 músicas.

Cabeça Elétrica, Coração Acústico ao vivo terá lançamento especial, com show no Sesc Pompéia, em São Paulo, no dia 31 de março.

RIVOTRILL GRAVANDO CD

Entre um turbilhão de idéias, yakissobas, refrigerantes, biscoitos, cervejas, cigarros (esses e aqueles), num ambiente caseiro e bucólico (o interior de uma casa com um belo quintal, composto de árvores por todos os lados). É no meio disso tudo que a banda Rivotrill grava o seu CD estréia, Curva de Vento. As gravações começaram no início da semana passada e o que começa a se descortinar vem sendo bastante instigante. Visitei os moços nesse último sábado. Percussões já gravadas (apenas mais alguns retoques) e contrabaixo sendo gravado. Mas já dava pra perceber a vibração, o poder e o vigor desse trabalho. Cada cômodo da casa é utilizado para gravar algo, dependendo da intenção acústica que se queira dar a cada instrumento. Os meninos têm deixado as idéias correrem soltas, captando tudo ao redor.

Caiu na rede sonora, é música.

Aguardem mais notícias, em breve.

01 fevereiro 2007

Buenas, buenas, buenas, happy, happy, happy!



Saudações efusivas a todos!!!

Como alguns devem ter percebido, este blog andou hibernando durante 1 mês. Mas, agora, a caixinha volta do seu recesso de Verão.

Resolvi, de forma premeditada, não postar nada durante todo o mês de janeiro, por dois motivos:

1) pra ver até onde iria a minha sensação de obrigação de estar aqui postando coisas quase que constantemente pra que as pessoas leiam;

2) a fim de perceber se o blog chega a fazer alguma falta para quem lê.

E cheguei às seguintes conclusões:

R-1) Gosto muito de escrever nesse blog. Sinto-me bem. Considero que seja um lugar onde estou muito adequado. É uma vazão necessária a mim. E mais ainda porque não me sinto OBRIGADO a escrever nele. Passei o mês de janeiro tranqüilo, desobrigado. Só vim pensar mais nele na última semana. Isso é bom. Liberdade, tranqüilidade.

R-2) Ele não faz tanta falta assim para os outros. Apenas umas duas pessoas comentaram que sentiam falta de ler o que eu escrevo.

Mas, sinceramente, vou continuar escrevendo. Sei que tem gente que lê, assim como tem gente que não lê. E graças a Deus que eu não sou nenhuma unanimidade, não pretendo ser uma e sinto-me confortável com o fato de não sê-la. Bem.. é isso.

...

rec beat 2007

Anteontem, o produtor Antônio Gutierrez, o Gutie, anunciou a programação do Rec Beat 2007, a ser realizado no Cais da Alfândega, entre os dias 17 e 20 de fevereiro.

Este ano, em sua 12.ª edição, o festival homenageia o cantor e compositor Chico Science, falecido há 10 anos, completos amanhã, 2 de fevereiro. Nada mais justo prestar tal homenagem àquele que o principal artífice e articulador de todo uma movimentação em torno da revigoração da música contemporânea de Pernambuco. E se temos uma cidade que conseguiu se tornar um grande pólo produtor de cultura popular, pós-moderna e vanguardista, um grande liqüidificador de sons e idéias (apesar de não ainda não possuir subsídios suficientes nem atenção da iniciativa privada para investir em tal potencilialidade), grande parte deve-se a Francisco de Assis França.

O Rec Beat, mais uma vez retoma a linha-mestra que compõe o critério de escolha dos artistas escalados: primou pelo ineditismo e a pela capacidade de reunir em 4 dias atrações das mais diversas vertentes musicais.

É sempre no Rec-Beat que se renova meu instinto de curiosidade em relação ao que se faz de legal no país hoje em dia.

Aí vai a programação:

17/02 [sábado]

19h30 DJ Big & Confluência (PE)
20h30 Erasto Vasconcelos (PE)
21h30 Digital Groove (PE)
22h30 Supergalo (DF)
23h30 Zeferina Bomba (PB)
00h30 Z’Africa Brasil (SP)


18/02 [domingo]

16h30 Concentração do bloco Quanta Ladeira
20h30 Canja Rave (RS)
21h30 Rivotrill (PE)
23h00 Isca de Polícia (SP)
00h15 Digitaria (MG)
01h20 Bonde do Rolê (PR)


19/02 [segunda-feira]

17h00 Recbitinho: Cia Teatro Rasgado “O pequenino grão de areia”
19h30 Mellotrons (PE)
20h30 Vanguart (MT)
21h30 Raies Dança Teatro (SP)
23h00 Mr. Catra (RJ)
00h00 Instituto show Tim Maia Racional (SP)
01h20 Montage (CE)


20/02 [terça-feira]

18h30 Maracatu Nação Cambinda Estrela (PE)
19h30 João do Pife e Banda Dois Irmãos (PE)
20h30 Parafusa & Trombonada (PE)
21h30 Curumin & The Aipins (SP)
23h00 2IN-Par (ESP)
00h00 Macaco Bong (MT)
01h20 Tom Zé (BA)

Ouso aqui, destacar alguns dos artitas que irão se apresentar:

Digital Groove – até que enfim, depois de quase 1 década atuando como coadjuvantes na música pernambucana (participaram da edição 2004 do Rec Beat, com o projeto Refinaria, acompanhados de Silvério Pessoa e Wilson Farias), a dupla Felipe Falcão e Zezão Nóbrega materializam-se como Digital Groove, apresentando show baseado no seu CD de estréia, Rabeca Sanfona e Pife, no qual mesclam a música eletrônica com as intenções e digressões pela música tradicional nordestina.

Zeferina Bomba – os paraibanos que foram destaque do MADA 2003 (mesmo ano de formação da banda) trazem um som incendiário, no qual, através de um violão (simulando uma guitarra), baixo distorcido e bateria, fazem um barulho ensandecido que passeia pelo punk, pós-punk, hardcore, Luiz Gonzaga e Glauber Rocha.

Z’África Brasil – o grupo paulistano, do qual participa Fernandinho Beat Box, traz ao palco do Rec Beat o encontro de duas periferias de tempos distintos e suas identidades musicais: o som africano dos quilombos e o hip hop oriundo das favelas paulistas.

Quanta Ladeira – mais uma vez o bloco composto por Lenine, Lula Queiroga, Silvério Pessoa, Zé da Flauta e convidados se apresenta no Rec Beat com suas paródias divertidíssimas de músicas carnavalescas e de hits do momento. Esse ano promete, o Quanta completa 10 anos de gréia.

Rivotrill – já falei desses moços no post anterior (o último de 2006). O trio de música instrumental formado por Eluizo Jr. (flauta transversal, saxofone e teclados), Rafael Duarte (contrabaixo) e Lucas dos Prazeres (percussão) apresentará o excelente espetáculo Curva de Vento (cujo show de estréia foi na Casa da Maloca, no último dia 19). Excelentes músicos, fantástica performance, incrível manifestação da beleza que a música tem para ofertar.



Isca de Polícia – a banda de apoio que acompanhava o cantor e compositor paulista Itamar Assumpção (falecido em 2003), vem ao Rec Beat, e contará com as participações da cantora Vange Leonel e de Anelise Assumpção (filha de Itamar).

Bonde do Rolê – o trio curitibano agrega em seu som influências de Alice in Chains e AC/DC, aliadas as batidas do funk carioca. É um negócio meio barrufado, caricato, chamou a atenção de muita gente sem ter muito o que mostrar, mas vale a pena ver pela curiosidade de saber como eles funcionam em palco.

Raies Dança Teatro – O Rec Beat repete a dose do ano passado, com apresentações de grupos cênicos (ano passado foi vez do grupo argentino Yunta Taura, apresentando tangos). Dessa vez, com o Raies Dança Teatro, o ritmo é o flamenco.

Instituto – O grupo de produtores paulistano apresenta show baseado no repertório de Tim Maia em sua fase Racional.

Montage – O grupo cearense faz um som bem interessante, que alguém aí já definiu por aí (ô, sempre os rótulos) como sendo “electropunktecnometal”; mas tal rotulação, realmente, é bem condizente com a música do Montage (que se apresentou ano passado, no Abril pro Rock). Algo que vai de Prodigy, passando por Smashing Pumpkins (devido à semelhança de vocais), The Darkness, pelo aspecto andrógino do vocalista Daniel Peixoto, que chama a atenção pelo visual glam.

Curumin & The Aipins – O músico (também cantor, arranjador e multiinstrumentista) Curumin traz o seu som moderno e cheio de groove e balanço ao Rec beat.

Tom Zé – sem comentários, né? Meu avô, no auge dos seus 70 anos, mostrando mais do que nunca que tem vigor, jovialidade e rebeldia para mais 70 vem abalar as estruturas de Recife novamente, fechando o festival, no último show da terça-feira de carnaval.

Agora, meu povo. É só deixar-se levar e curtir intensamente este carnaval de porvir. Foquem atentos também à programação dos demais pólos espalhados pela cidade, que este ano virão com uma das melhores programações dos últimos tempos.

Nas próximas semanas, mais posts boêmios e/ou carnavalescos.

...

E hoje!!! Dia de Fatboy Slim no Marco Zero!!!

Querem saber o que eu acho?

Pois vão ficar querendo..

Só vou emitir minha opinião depois que assistir à sua apresentação, logo mais à noite.

A única coisa que digo é que eu espero que meu corpo conceda a graça de poder dançar tão malemolente e faceiro que nem o Christopher Walken, no clipe Weapon of Choice.



P.S.: Aguardem novidades deste/neste blog..

23 dezembro 2006

música, jazz e pop-filosofia



Como é orgasmático o sexo entre a música e a poesia. Provam, se lambuzam, se deleitam desse tesão os que tem ousadia de se permitirem essa lascívia, além de também se respigarem desse gozo por todos os poros da alma e do coração. É o caso de Jomard Muniz de Britto e a Comuna.

No site www.mp3magazine.com.br foi lançado o disco JMB em Comuna, parceria coesa, estimulante, provocadora e também inquietante entre a poesia de Jomard e a música dos integrantes da Comuna (ex-Experimental). Não há como sair ileso das sensações (boas ou ruins) que o disco pode causar.

São 10 faixas em que os “atentados poéticos” de Jomard entram em consonância com as dissonâncias da música densa e de incômoda profundidade da Comuna.

A Comuna, composta por Ricardo Maia Jr., que produziu o disco, Glauco Segundo, Bruno Freire e Amaro Mendonça, concebeu as faixas de duas formas: procurando encaixar composições musicais já existentes aos atentados poéticos de Jomard, percebendo (trabalho que denota uma sensibilidade aguçada) o que mais aproximava uma ponta da outra (música e poesia), provocando, então, a osmose. E a segunda forma foi criando improvisos em cima dos poemas de Jomard.

Um casamento perfeito entre a poesia caótica, pop-filosófica de Jomard Muniz de Britto, um verdadeiro emaranhado de “pós-tudos”, contradicções, onde tudo percorre linhas tênues entre o entendimento e a semântica de uma coisa e outra, onde uma coisa e outra se percorrem: a música, o cinema, a metalinguagem, a psicanálise, a política, o cotidiano, e tudo o mais que possibilite tangenciar o extremo absurdo mergulhado na mais absoluta razão, com doses intencionais de uma ironia “tropicalisticamente” correta, e a música intimista, reflexiva e, repito, inquietante da Comuna, repleta de texturas, de momentos brancos e negros, profundamente forte na sua intenção e reação.

No site, todas as faixas estão disponíveis para download, além de uma matéria sobre a feitura do disco e uma entrevista exclusiva com Jomard Muniz de Britto, que comenta sobre sua obra e, mais especificamente, sobre esse trabalho em parceria com a Comuna.

Esse que vos fala também participa virtualmente do trabalho, com sua percussão nervosa (nesse caso, nem tão nervosa assim) em 4 das faixas que compõem o disco.

Cuidado para não perder o fio da meada das palavras de Jomard, entremeadas pelos acordes da Comuna.

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Outra dica para se ouvir e sentir é o som do Rivotrill.



Composto por Rafael Duarte (contrabaixo), Eluizo Júnior (flauta transversal, sax e teclado) e Lucas dos Prazeres (percussão), o Rivotrill tem 1 ano de vida e tem como mote “fazer música instrumental com bom humor e qualidade”. A partir das influências dos três jovens músicos (26, 22 e 21 anos), enovelam-se de forma coesa e belamente emotiva elementos que vão da mais alta liberdade jazzística, trafegando pelo latino, regional, pitadas de algo árabe rondando, tudo isso composto a partir do “triálogo” entre a esperteza e sagacidade da flauta de Eluizo, da instigação percussiva de Lucas e da precisão, leveza e balanço do contrabaixo de Rafael.

Ao se ouvir o Rivotrill, percebe-se ali uma profusão de sons, que permitem a quem ouve viajar pelos mais diversos ambientes, sem se perder da condução e do destino a que essas músicas se arvoram, que é produzir um estado de intenso bem estar. É como se cada compasso fosse composto de tons diferentes, de cores que se alternam em seu sentido e em sua amplidão, em sua possibilidade de se misturarem numa fração de segundos; um degradê tão sutil de intenções, de tempos, de pegadas, de ritmos, que nos põe a respirar diferente a cada momento da música, que nos faz sentir instigações e profunda letargia a cada instante ou ao mesmo instante de cada uma das músicas.

Acredito que essa sensação seja mais propícia e mais acertada ainda pelo fato de eles produzirem música instrumental, que necessita uma maior atenção do ouvinte, ao mesmo tempo que também tem um quê de liberdade grandiosa, seja pela formação musical dos meninos como pelas possibilidades que a música que eles optaram por fazer permite.

Pra quem não conhece ainda, recomendo ver, ouvir, prestigiar, viajar. O trio está preparando o seu primeiro espetáculo, intitulado Curva de Vento. Fiquem atentos!

Na rede estão disponíveis:

Comunidade no orkut -
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25314371
no site RecifeBlues (onde você pode encontrar mp3 e vídeos da banda) - http://www.recifeblues.com.br/bandas.rivotrill.html
no site da Trama Virtual -
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=59204

Um grande abraço a todos e um fim de semana musical e poético.