O título acima é auto-explicativo.
Em 2005, quando conclui minha monografia, intitulada A Tropicália no século XXI: as reverberações do movimento tropicalista na contemporaneidade, eu afirmava, entre outras coisas, que a Tropicália, ou a sua intervenção estética, as suas atitudes como manifestação artística e cultural encontravam ecos nos tempos atuais a partir, também, do flerte que seus artífices sempre mantiveram com a cultura de massa, com o kitsch, com o tido como de “mal gosto” ou "inferior", e, também, erroneamente, classificado como “subcultura”.
Pois bem.. isso pode muito bem ser comprovado ao longo dos anos, quando, por exemplo, podemos observar Caetano e Gil em intenso e caloroso diálogo artístico com essas tendências tidas como “menores”: Caetano, no festival Phono 73, se apresentou cantando uma música com Odair José, o rei das empregadas, das prostitutas e contra a “pílula”. E também, além de outras coisas, sempre falou abertamente da sua paixão pela axé music, já gravou (no CD Noites do Norte ao vivo) o funk Tapinha não Dói, músicas de Peninha (Sonhos e Sozinho) e de Fernando Mendes (Você não me Ensinou a te Esquecer). O ministro Gilberto Gil já declarou da sua simpatia pela (ex)dupla Sandy e Júnior e já cantou com Ivete Sangalo o refrão “chupa toda”.
E por esses mesmos motivos, ao longo dos anos, muitas vezes eles foram achincalhados pela crítica, por grande parte dos “intelectuais” e até por muitos fãs, sendo atitudes como estas classificadas como grotescas, de “mercenários vendidos” e outros adjetivos não muito gentis. Porém, continuaram prosseguindo com essa prática tipicamente tropicalista, bastante conscientes, fiéis e coerentes às posturas defendidas por eles desde 1967.
Fico feliz em saber que essa minha tese continua firme, consistente e atual. Agora, com outro tropicalista dando mostras de que esse diálogo com a cultura de massa, além de verdadeiro, é assaz inspirador e produtivo.
Descobri ontem um vídeo no youtube em que, numa entrevista, Tom Zé fala da importância do funk carioca (em especial aquele do refrão “tô ficando atoladinha”) para a concepção do seu mais recente disco, o Danç-Êh-Sá – A Dança dos Herdeiros do Sacrifício.
E ele fala dessa importância pra ele com embasamentos teóricos, muitíssimo bem fundamentados tecnicamente, musicalmente falando. Classificando até esse refrão como “microtonal, pluri-semiótico e meta-refrão”. Nossa!!!
Eis o vídeo:
Bem.. já sei muito bem que os “pseudo-pop-cult-intelectuóides” de plantão serão complacentes e permissivos, por se tratar do nosso genial Tom Zé louvando a complexidade musical desse funk. Porém, se fossem Caetano ou Gil a dizer isso, estes seriam estrondosamente vaiados, sem dó nem piedade, quiçá até sem nem direito a se explicar. E sabe por quê? Muito menos pelo fato de esses “pseudo-pop, etc e tal” entenderem de fato a importância dessas palavras de Tom Zé, mas muitíssimo mais pelo fato de que Tom Zé sempre teve um caráter outsider e underground dentro do tropicalismo (entrou até em ostracismo durante anos) e, por isso mesmo, que desde a metade dos anos 90 pra cá que gostar de Tom Zé tornou-se algo cult. Gostar do que pouquíssimos gostam (ou seja, fazer parte de uma reduzida platéia seletiva) é cult.
Pois, então, coloquemos tudo isso no mesmo liquidificador: Peninha, Fernando Mendes, Odair José, o funk carioca, Ivete Sangalo, Tom Zé, Gil, Caetano, Beatles, Banda de Pífanos de Caruaru, música erudita e o que mais der na telha.
Cada ingrediente desses é uma faceta de um Brasil imenso, complexo e contraditório, que avança em idéias, em tecnologia, em cultura, porém ainda preso a moldes arcaicos (seja tradicionalmente, mercadologicamente, religiosamente, moralmente, etc.). E foi esse quadro extremamente conflituoso que a Tropicália escancarou no fim dos anos 60: um Brasil que não era só banquinho, violão, pandeiro e música de protesto. E sim um Brasil que, além disso, era samba, baião, afoxé, rock’n’roll, Chacrinha, Vicente Celestino, Carmen Miranda, carnaval, etc.
Esse tipo de música que se costuma dizer de baixo nível é parte também desse Brasil, mesmo que seja a parte que tentamos evitar, fechar os olhos perante ela. É a periferia, é o morro, a favela, que quando não tem educação, lazer, e por muitas vezes lhe é negada a dignidade, faz música. E essa música é manifestação autêntica dessa cultura existente em nosso território. Quando se diz “tô ficando atoladinha” e os “intelectuóides” se mostram horrorizados com isso, esquecesse-se que muito mais putarias, e mais “horrendas” até, são praticadas por esses mesmos críticos, seja por debaixo dos panos ou não. Uma moral falida, uma concepção cultural ingênua, que não enxerga, por exemplo, que o samba, hoje louvado por tantos, teve seus tempos de “funk” até metade do século XX.
E é justamente esse Brasil (costura de tantos brasis) que a Tropicália fez questão de mostrar, e com a qual fez questão de dialogar e de se utilizar das suas qualidades pra construir um mosaico incrivelmente rico, onde o pobre daqui é muito diferente do de muitos países, desses que alimentam o ódio social entre classes.. o pobre daqui faz música também, porém com alegria e espontaneidade, que não deve ser renegada.
E é justamente desse Brasil que eu tenho orgulho de dizer que “TÔ FICANDO ATOLADINHA” foi importante para a concepção de Danç-Êh-Sá, disco de Tom Zé, que é tão aclamado pelos “pseudo-pop-cult-intelectuóides”. Essa eles vão ter que engolir!!!
E por isso que eu digo: “don’t call me no, please.. don’t call me no, I go.. come on! come on! Come on! come on!
P.S.: Além de tudo isso, esse post de hoje foi escrito ao som de Creep, do Radiohead. (sincrético pacas, não? hahahaha)
04 dezembro 2007
tom zé e o funk carioca
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12 novembro 2007
a cara do cara – 2/3

No fim de 2003 pro começo de 2004, Chocalhos e Badalos gravou o seu CD demo (hoje, a onda é chamar de EP – dá um ar mais profissional, hehehe..), intitulado A Cara do Cara.
Tentamos, à época, pinçar as músicas que poderiam ser as mais representativas diante do universo tão plural pelo qual a banda transitava.
E escolhemos seis (abaixo, seguem os links do rapidshare, pra quem quiser baixar cada uma delas):
Lecoque Cafonê (Juliano Muta/Anderson Loof) -
Velho Samba Novo (Juliano Muta) - http://rapidshare.com/files/62835398/02._Chocalhos___Badalos_-_Velho_Samba_Novo.mp3.html
Invocação ao Filho do Trovão (vinheta) (Filipe BB) - http://rapidshare.com/files/62836067/03._Chocalhos___Badalos_-_Invoca__o_ao_Filho_do_Trov_o__vinheta_.mp3.html
True Vão (Filipe BB) - http://rapidshare.com/files/62837171/04._Chocalhos___Badalos_-_True_V_o.mp3.html
Mariposa (Leonardo Vila Nova/Juliano Muta) - http://rapidshare.com/files/70132233/05._Chocalhos___Badalos_-_Mariposa.mp3.html
Pra Onde o Mar se Acaba (ou Pro Outro lado de Lá) (Filipe BB) - http://rapidshare.com/files/62839950/06._Chocalhos___Badalos_-_Pra_Onde_o_Mar_se_Acaba__ou_Pro_Outro_Lado_de_L__.mp3.html
A Cara do Cara teve uma produção que durou cerca de 3 a 4 meses. Foi gravado, mixado e masterizado no estúdio Wozen. Na época, sob a coordenação técnica de Fumato e Thiago Brigídio.
O vídeo abaixo é mais um da nossa participação no programa Som da Sopa (em novembro de 2003). OBS.: O nome da música está errado. O nome correto é Alegria Empoeirada:
Foi um processo muito cuidadoso, esmerado, intenso, por vezes desgastante (pela dedicação diária de horas em estúdio que isso nos exigiu), mas muito recompensador. Isso desde a pré-produção, nos ensaios e na criação das guias na casa de Filipe, até as gravações e a fase posterior, de mixagem, onde lançamos mão de mil e uma mirabolâncias tecnológicas para dar vida às complexas linguagens que queríamos utilizar pra dar vazão às nossas idéias musicais. O resultado foi excelente.
Durante as gravações, as idéias fervilhavam a todo instante. Quanto mais gravávamos, mais coisas iam surgindo pra criar em cima das músicas. Lembro-me, inclusive, das gravações de percussão, que duraram em torno de 11 horas seguidas, que, além do imenso arsenal percussivo que utilizávamos (pandeiros, congas, ganzá, derbak, caracaxás, ilú, alfaia, zabumba, triângulo, moringa, tamborim), contou com elementos um pouco mais improváveis, como palminhas de mão, estalos de dedo, apitos, queixadas e até galão de tinta.O clima de gravação era bem familiar, com os amigos sempre em volta, colaborando, participando. Em True Vão, contamos com a participação de Yuri Queiroga, na guitarra “etérea”, e de Rafael Duarte, participando do coro. Além disso, era muito divertido ter Fumato como engenheiro de gravação e mixagem, pela figuraça que ele é, sempre brincando, contando piadas, um alto astral só. E também por ser um grande profissional, atencioso, inventivo, instigado. Uma excelência do som.
A capa do CD foi criada por Asaías Lira, o Zaza, também companheiro de diversos shows, entre eles, a trilogia dos “Cantos” (Canto de Ossanha, Canto de Xangô e Canto de Iemanjá, no Teatro Maurício de Nassau) com os experimentos cênicos Marginália Total, Imperfeito e Começo, respectivamente; e também no Festival de Inverno de Garanhuns, em 2003, com a performance (juntamente com Júnior Aguiar), para música A Cara do Cara (Juliano Muta), que abria o show.
Se não me engano, o desenho da capa do foi feito todo em crayon.

Em resumo, um CD que contou com a colaboração dos amigos (além das participações virtuais de Che Guevara e dos emboladores Pardal e Verde Lins), que foi feito com muito amor e carinho, e que registra um pouquinho de nossas vidas e da nossa arte. É esta a cara dos caras.
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30 outubro 2007
vale a pena ver de novo (ô.. e como vale..) – 1/3
amiguinhos e amiguinhas..
.. é com um imenso e inenarrável prazer que venho anunciar, OFICIALMENTE (pois alguns já estão sabendo informalmente), uma boa nova!!!
Anotem aí na sua agenda:
dia 30 de NOVEMBRO (daqui a exatamente 1 mês), no Quintal do Lima, show com a banda CHOCALHOS E BADALOS.
Repete aí, Vila Nova:
dia 30 de NOVEMBRO (daqui a exatamente 1 mês), no Quintal do Lima, show com a banda CHOCALHOS E BADALOS.
É isso mesmo!!!

Após três anos, os 7 músicos da banda Chocalhos e Badalos (eu, Juliano Muta, Filipe BB, Thiago Suruagy, Eluizo Júnior, Guilherme Almeida e Deco Nascimento) se reúnem novamente para um único show, no Quintal do Lima.
Acredito que grande parte das pessoas que me conhecem chegou a conhecer a banda. Muitos foram aos seus shows. Alguns outros não, mas já ouviram as suas músicas, seja pelo CD ou, pelo menos, já ouviram falar pela minha boca ou pela boca de alguém dessa cidade.
E para aqueles que nunca ouviram falar, vale a pena contar um pouco dessa tão intensa história (utilizo trechos do nosso release):
Em 2002, um encontro de meninos-músicos pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) propiciou o início de uma experiência única, quando Juliano Muta e Filipe BB começavam a discutir sobre música, dividindo o interesse em compartilhar idéias, emoções e trabalhar em equipe.
O objetivo era criar uma música plural, sem rótulos ou delimitações estilísticas, que possibilitasse traduzir o universo musical compartilhado por todos. E então, formada a equipe, com Juliano Muta (voz e violão), Filipe BB (voz, guitarra, rabeca, violão e percussão), Deco Nascimento (contrabaixo), Guilherme Almeida (cavaquinho e percussão), Eluizo Júnior (flauta transversal), Thiago Suruagy (bateria e percussão) e Leonardo Vila Nova (percussão), surge e identificação com o nome CHOCALHOS E BADALOS.
O vídeo abaixo é uma de nossas apresentações para o programa Som da Sopa, de Rogê de Renor. Foi gravado no dia 4 de novembro de 2003, no Armazém 14. OBS.: O nome da música está errado. O nome correto é Lecoque Cafonê:
O nome Chocalhos e Badalos nasceu no ano de 2000, foi uma criação do paranaense Anderson Loof (parceiro inicial de Juliano) e faz menção ao “casamento simbólico” entre Chico Buarque e Clara Nunes, através da música Morena de Angola (composição de Chico, gravada por Clara).
O “chocalho da canela” da angolana (influência afro) e dos pajés tribais; o badalo dos sinos das procissões sertanejas, bem como a referência aos caboclos de lança do maracatu rural, compõem a mística em torno desse nome, que revela a dualidade entre o sagrado e o profano.
Unindo o caos da metrópole e a mística interiorana, vislumbrando a profundidade das raízes brasileiras aliadas à urbanidade cosmopolita. Unindo guetos e sertões, por assim dizer. Não havia um estilo pré-determinado. A proposta era, então, fazer uma música universal, atemporal.
E foi abraçando a música como principal meio de expressão das idéias e das intenções artísticas a que se propunham, que Chocalhos e Badalos começou a construir sua história. E foi ganhando a simpatia, o respeito e o apreço do público da época. Todos os shows tinham uma certa vibração, uma alquimia de sons, palavras, gestos, emoções, que se delineavam a partir do diálogo entre banda e platéia, entusiastas, irmãos de criação ao vivo. Tudo isso, sem histrionismos e com bastante qualidade. A banda ganhou certa visibilidade, fez importantes apresentações, teve grandes momentos. E mesmo depois de encerrar suas atividades oficialmente (em dezembro de 2004), continuou na boca de muitos, que não se conformavam com o fim do grupo; grupo esse que tinha tudo pra deslanchar e angariar mais e maiores conquistas.
Era inevitável, por exemplo, que em festas de aniversários de alguns dos integrantes da banda não se tocasse, pelo menos, uma música da banda (e geralmente eram duas, três ou mais).
E os próximos posts da caixinha serão exclusivamente pra falar mais sobre a banda, contar histórias, dividir momentos, disponibilizar material (mp3, vídeos, etc.), pra que todo mundo vá se preparando para essa raríssima oportunidade de ver esses 7 meninos juntos, ao vivo.
Até lá, meu queridos.
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25 setembro 2007
+ youtube, zumbis e sons legais na semana.
Diante do grande sucesso do vídeo Tainá, canção de Tiago West, interpretada por ele, Juliano Muta, Cecília Pires e eu (foram 781 acessos até o momento em que escrevo, em 20 dias), eis que o mesmo disponibilizou hoje no youtube mais outro vídeo, com os bastidores da gravação, erros e passagens interessantes (vide a incrível, incansável e incessante busca de Juliano Muta pela perfeição durante as tomadas).
Aí vai o link:
http://br.youtube.com/watch?v=5lVacMWj47M
...
FOME DE TUDO
É o nome do novo CD da Nação Zumbi, que terá lançamento na segunda quinzena de outubro, pela gravadora Deckdisk, e conta com produção de Mário Caldato Jr. (que já trabalhou com grandes nomes como Marcelo D2, Marisa Monte, Björk, Beck, entre outros) e participações de Junio Barreto, da cantora Céu (na faixa Inferno) e do tecladista dos Beastie Boys, Money Mark (em Assustado) 
Para despertar mais curiosidade e expectativa nos fãs e admiradores da banda, um site foi criado apenas com a logomarca desse novo trabalho e um trecho da música Inferno tocando, em instrumental.
O site é: www.fomedetudo.com
E quem quiser baixar esse áudio que rola no site, pode acessar o link: www.fomedetudo.com/intro.mp3
...
BOUGE TON SQUELETE
Como eu já esperava, foi um absurdo de bom o show da Bande Ciné no Quintal do Lima, no último dia 13. A casa cheia, a instigação, a qualidade do repertório e dos arranjos, o entrosamento e felicidade da banda transformaram a noite num ambiente propício para a diversão e apreciação de um bom som.Pra quem ainda não conhece, o sexteto formado por Filipe Barros (guitarra e voz), Demóstenes “Macaco” Jr. (trompete), Bruno Vitorino (contrabaixo), André Sette (teclados), Thiago Suruagy (bateria) e Tatiana Monteiro (belíssima voz) revisita clássicos (e não-clássicos) da música francesa e italiana dos anos 60 e 70, passeando pelo repertório de artistas como Brigitte Bardot, Serge Gainsbourg, France Gall, em arranjos que dão às canções uma roupagem atual, porém com a substancial e encorpada qualidade dos arranjos originais.
A Bande Ciné, então, volta ao Quintal do Lima nessa quinta-feira (27/09), às 22h, para mais uma apresentação, que terá alguns convidados especiais: Zé Cafofinho, o trompetista Márcio Oliveira (nosso querido “cabecinha”) e euzinho aqui, Leonardo Vila Nova, descendo as mãos nas congas em 3 músicas. A entrada lá custará R$ 5,00.
Vale a pena conferir e se divertir, sempre!
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10 setembro 2007
youtubado & sons novinhos
“.. e os dias concorrem, com suas cores avermelhadamente azúis de tão alaranjados verdes, com os ocres de minha visão em desalinho, onde tudo o mais se intercepta de tons delicados, mas tão profundamente densos” (Leonardo Vila Nova)
amiguinhos..
.. tudo ao mesmo tempo agora!!! agora!!! NOW!!!
Vila Nova dá o ar de sua graça no youtube mais uma vez.
Eis que o amigo Tiago West registra, em vídeo, a sua composição Tainá, e convida para acompanhá-lo o moço Juliano Muta (triângulo e voz), a mocinha Cecília Pires (flauta transversa e voz) e esse que vos fala (no pandeiro e voz). Isso sem esquecer do tão providencial auxílio de Lari’s Milk (no incomparável “apito broxante”) e de Marília Amorim, nossa “câmera-woman”.
A música tem uma melodia lírica, medieval.. de letra idem.. porém, a instrumentação feita pra ela é a de um baião.
Não gostei muito do meu desempenho ao pandeiro (proveniente do esmero em tentar tocar o mais baixo possível, por conta da captação estridente da câmera.. isso de tocar mais baixo acabou interferindo no meu jeito de tocar..), mas a música é bela e eu gostei muito da experiência. WEST!!! PODE ME CONVIDAR MAIS VEZES!!! TÔ DENTRO!!!
Aí vai o link do vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=_g34-aWoag0
...
Essa semana tem novidade musical na área: é a estréia do projeto Bande Ciné, que se apresenta nesta quinta (13/09), às 22h, no Quintal do Lima.
A Bande Ciné, desde que eu soube da empreitada, sempre me pareceu um projeto bastante original, justamente pelo fato de fazer uma incursão por um universo musical pouco conhecido, divulgado e conversado pela grande maioria do público (brasileiro, ainda mais o pernambucano.. avalie o recifense): a música francesa dos anos 60 e 70. No repertório, canções de artistas como France Gall, Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot. Além de transitar por canções italianas e espanholas.
Por saber do potencial dos meninos (integram a banda os amigos Filipe BB, Thiago Suruagy, Demóstenes Júnior – nosso querido “Macaco” – e André Sette, além de Bruno Vitorino e Tatiana Monteiro – ambos ainda não conheço..) e também por já saber das músicas que farão parte do show, já tenho certeza de uma boa novidade pra apreciar nessas nossas noites tão ávidas por degustações musicais de fôlego juvenil e, ao mesmo tempo, de qualidade madura e consciente (como eles próprio dizem em seu release, “arranjos para se ouvir e para se dançar”). É isso que eu acredito que deverá acontecer nesse show da Bande Ciné.
O ecletismo também é a tônica da banda, que vai do jazz à salsa, da bossa nova ao iê-iê-iê e ao cha-cha-cha. Músicas como Te Veux Ou Te Veux Pás (versão francesa de Nem Vem Que Não Tem, de Carlos Imperial, famosa na voz de Wilson Simonal), a instigadíssima e fofinha Avant La Bagarre (France Gall), Moliendo Cafè (Mina Mazzini) e Tu Vuo Fa L’Americano (que ganhou maior visibilidade após fazer parte da trilha do filme Talentoso Ripley) são algumas das canções que farão parte do show.
Uma soma de elementos que tem como resultado uma proposta original e divertida (assim diz o release, assim eu endosso). Eis o que vai rolar quinta-feira (13/09), às 22h, no Quintal do Lima: Bande Ciné. A entrada é barata (R$ 5,00) e o endereço é Rua do Lima, nº 100, em Santo Amaro (próximo à TV Jornal).
Pra quem não conhece as músicas do repertório da Bande Ciné, aí vai o link para um vídeo da France Gall, cantando Avant La Bagarre (a minha preferida!!! A dancinha dela no refrão é A MELHOR.. hehehehe):
http://www.youtube.com/watch?v=44hV7OpUu0c
É nessa quinta!!! Vamos todos, gente!!!
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28 julho 2007
aquecido neste inverno.

Pois bem, meus queridos. Retornei de Garanhuns. Passei seis maravilhosos dias convivendo naquele clima friozinho (noites que chegaram, em média, a 9 ou 10º), tomando chocolate quente, ouvindo bons sons, conhecendo muita gente nova e colecionando muita história pra contar.
Faço questão de citar aqui alguns shows que vi e que gostaria de destacar como excelentes apresentações: Lenine, Cordel do Fogo Encantado, Coco Raízes de Arcoverde, Reginaldo Rossi (sim.. ele mesmo, O REI). Esses, na Esplanada Guadalajara. No Palco Pop (Euclides Dourado) quem mais me agradou foi: Rogerman e os Santos de Guerrilha, Almir de Oliveira, Asteróide B-612, Negroove, Gaiamálgama, Canivetes, Os Insites, Devotos (nunca tinha visto um show sequer do grupo de Canibal.. e fiquei impressionado com a precisão, corpo e instigação das músicas.. muito bem trabalhado). Além disso, assisti no Sesc ao show do grupo Café do Vento.
Em Garanhuns, a diversão foi total. Conheci novas pessoas de energia do bem, que fizeram esses meus dias serem mais poéticos ainda. Descobri (por conta de Rafael, meu irmão) uma sopa de abóbora deliciosíssima, lá no Parque Ruber Van Der Linden (ou “Pau Pombo”, para os íntimos). Assisti ao filme Baixio das Bestas, de Cláudio Assis. Despiroquei na Budega de Massilon (o “Garagem” de Garanhuns). Andei na roda gigante (morrendo de medo da altura). Tomei sorvete de maracujá, chocolate quente, vinho com cerveja. Ri demais com os porres pirados do pessoal (e com os meus também, claro). E toquei, né?
Domingo, dia 22, quando cheguei lá, foi o dia do show com Carolina Pinheiro. Show esse que não nos agradou muito. Erros de execução, falta de segurança nas músicas, etc. Esses fatores acabaram descambando num show sem coesão, bastante irregular, sem tranqüilidade.
Já na segunda, dia 23, o show foi com a ElectroZion. E como eu já previa, foi altamente instigante, amarradinho, seguro e tranqüilo. Ouvi boas críticas de quem estava lá. O que mais me impressionou foi a quantidade de gente que estava presente em plena segunda-feira.

Um início bastante introspectivo, de tom sombrio, com uma música que lembra coisas do Portishead, e na seqüência uma vinheta com barulhos de água. Isso causa um certo impacto estético, um estranhamento por parte de quem ainda não conhece a banda (quase todos ali presentes). Mas na terceira música, a instigação dos beats, dos sinthys, guitarra, baixo, teclado, voz e percussão foi contaminando o público. Vi muita gente dançando, vi muita gente sorrindo. E isso me faz um bem danado. Além disso, contamos com a participação do rapper Diogo “Pescosso Colorido”, dando um up em algumas músicas da gente. Valeu a pena demais. Inclusive, tivemos direito a um bom comentário, publicado do Diário de Pernambuco, sobre o nosso show:
"A Electrozion nunca havia feito um show na carreira (apesar de existir há mais de 1 ano) e subiu ao palco pela primeira vez em Garanhuns, com direito a cachê e tudo o que o festival tem a oferecer. A expressão ‘revelação’, portanto, tem mais de um sentido nesse caso. Eles cumpriram seu papel ao despertarem interesse do público com sua música eletrônica cheia de referências de todo tipo ( e sem regionalismo), com predominância de um tom suave. cheia de detalhes minimalistas, mas com momentos mais vibrantes quando recebeu a participação de um cantor de rap (finalmente alguém fazendo hip hop em Pernambuco sem discursos sociais, mais concentrado na experimentação verbal)."
Por sinal, já estão rolando no youtube cinco vídeos desse show de Garanhuns:
Soul Negão - http://www.youtube.com/watch?v=OdgqVF5uEmQ
El Cabron - http://www.youtube.com/watch?v=gPEIqgZHZsg
ElectroZion - http://www.youtube.com/watch?v=FSmQS1CChkU
American Gun Stop - http://www.youtube.com/watch?v=7fc48NxXHFA
Duba Moon - http://www.youtube.com/watch?v=XDttplxpJO0
Esses mesmos vídeos estão disponíveis na minha páginas de vídeos do orkut.
Também acessar o fotolog (já estão disponíveis fotos do FIG): www.fotolog.com/electrozion
E entrar em contato conosco pelo e-mail electrozion@gmail.com
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20 novembro 2006
Sabe-se lá, Deus..
“eu sou o herói, só deus e eu sabemos como dói” (Caetano Veloso) .. ou o diabo até!!! Tudo de mim e mais um pouco. Agora dá pra falar, agora sim.
Meus queridos.. mudar de casa é mudar de mundo, sabia? Mas fugindo um pouco desse sentido concreto, geográfico da coisa, pensemos um pouco mais profundamente sobre isso. A gente muda de mundo o tempo todo. Mudamos de freqüência, de vibe, de sentido, de percepção. Somos [in]constante mutação a todo tempo e a toda vista. Basta perceber-se todos os dias. A luz que bate na nossa cara de manhã cedo muda, passa o dia mudando, até virar escuridão. A nossa respiração muda, no descanso, no cansaço, no sexo, na masturbação (isso é solidão ou não?). Nossa intenção com cada coisa do mundo muda a todo instante. Nossa vista avista cada coisa diferente a todo instante, e se debruça sobre cada mínima molécula de tudo de um jeito diferente, novo. Nunca nada será a mesma coisa daqui a 1 segundo. Até o amor e o ódio se interceptam, em osmose, e trocam de lugar o tempo inteiro. Mudar de casa, gente, é apenas mais um movimento desses bruscos que fazemos durante nossa vida, por isso é mais perceptível e menos compreensível, pelo menos pra mim o foi. Estou de casa nova, agora (meu coração ainda mora em todos os lugares onde me sinto bem.. apenas meu corpo habita novo espaço geográfico agora). A semana foi uma correria. Arrumando, organizando, resolvendo pendências de mudança.
Quero deixar aqui um agradecimento muitíssimo especial a uma moça linda e querida de minha vida: Luciana Cardoso, minha luz de luz de luz de luz que me ilumina; que me ligou durante toda a semana pra saber como estavam indo as coisas comigo. Sempre atenciosa, preocupada, amiga, linda! Fico feliz de ter você na minha vida, viu, minha amiga? Tem dias que eu penso o quanto respirar o mesmo ar que você me deixa mais alegre.
Depois disso, uma sexta-feira em que consegui desopilar.. fui ao meu querido e famigerado Bigode, sozinho. E, sem planejar nada, tive uma noite de ótimas surpresas e bastante agradável. Conheci gente nova, o que me faz bem. As pessoas me fazem bem, as pessoas que gosto de cara me fazem muuuuuito bem. Freqüentar pessoas e ser freqüentado por elas, na medida da nossa sensibilidade, isso é o que mais me dá tesão nesse mundo. E é isso que me faz respirar melhor. E existe uma comunicação bela nisso tudo. Sem pretensões, sem que se peça nada, a gente sorri e pronto, tá feito. O resto, o mundo nos permite de forma delicada.
Depois disso, também sem planejar, ligo para os amigos Lucas e Larissa (papai e mamãe da linda Gabriela) e proponho uma visita minha a eles.. isso em plenas 23h e alguns minutos.. eu falo com Larissa: “e aí? Rola eu ir ver vocês?” ela: “claro que sim”.. eu: “e se tiver cerveja?” ela: “melhor ainda”.. aí fui.. assistindo DVD de Lenine, João Bosco (imitando ele cantar, interessantíssimo, novíssimo.. hehehehe).. tirando fotos, tomando cerveja, comendo tira-gostos fenomenais que Larissa fez pra todos nós e conversando muito com Lucas (imaginem só.. dois músicos conversando, o que sai, né? O papo é música, música, música, música.. o tempo inteiro.. hehehehe). A noite foi tão boa que passou rápido: amanheceu e eu ainda estava por lá....
Amiguinhos, momento divulgação: VILA NOVA TAMBÉM ESTÁ NO YOUTUBE!!! ÊÊÊÊÊÊÊÊ!!! Os moços da Comuna têm feito um trabalho interessante com o “pós-tudo-tropicalista”, Jomard Muniz de Britto. Bricolagens de vídeos do dito cujo, com a voz do próprio recitando textos seus, estão entrando no ar no youtube, com produção de Ricardo Maia Jr. No segundo vídeo, JMB em Comuna 2, uma percussão feita por esse que vos fala, Leonardo Vila Nova, dá o ar de sua graça. É um derbak que surge por duas vezes no vídeo (olhem nos créditos finais, meu nome está lá).. Estou negociando com Ricardo mais alguns batuques meus nos próximos trabalhos (inclusive, estou fazendo isso agora.. hehehehe).. Como eu disse a ele mesmo, já me ofereci todinho, abri as pernas que nem uma puta, basta agora a “gang” da Comuna se sensibilizar com o meu pedido e a gente dialogar com essas coisas de novo.. e mais dedinhos nervosos de Vila Nova em parceria com a Comuna poderão surgir por aí.
Aí vai o link do vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=o7JDzjLf_JE
Divirtam-se com as ousadias “semânticas-visuais-astrais-pré-e-pós-e-ultra-tropicalistas” de Jomard Muniz de Britto.
(ouvindo Uai-Uai (Revolta Queto-Xambá 1832), by Tom Zé)
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26 setembro 2006
Invasão de quê?
Um bom dia, boa tarde, boa noite pra você (dependendo da hora que você esteja lendo).
Como não poderia deixar de ser, vamos falar do assunto do momento: CICARELLI DANDO O RÁDIO!!! Mas eu nem quero falar sobre a polêmica desse vídeo, o sucesso que ele fez ou coisa do tipo. Eu quero é perguntar uma coisa: alguém acha REALMENTE, DE VERDADE VERDADEIRA, DO FUNDO DO CORAÇÃO, que ela tem o direito de processar youtube, Globo.com, iG, por danos morais, materiais, alegando invasão de privacidade? Tenho conversado com alguns amigos a respeito. Um deles disse que ela estaria no pleno direito de fazê-lo. Essa afirmação dele foi um pouco sem argumentos consistentes. Ele disse apenas que ela deve estar se sentindo constrangida e incomodada, por estar sendo exposta de tal forma, e isso seria motivo suficiente para ela se achar no direito de evocar esse direito. Eu tenho lá minhas dúvidas. Acredito eu que a partir do momento em que ela está em local PÚBLICO (uma praia, onde circulavam muitas pessoas, inclusive crianças) e faz algo do tipo, acredito que ela perde todo o direito de reivindicar que sua privacidade foi invadida, pois é exatamente o contrário, ela que foi violentamente invasiva e desrespeitosa em relação a quem estava na praia. E nem venham me dizer que o que ela fez foi dentro da água, porque eu digo o seguinte: as preliminares foram muito mais agressivas do que o ato sendo consumado, ou não? Acho que ela deveria, antes de mais nada, ter sossegado um pouco aquela piriquita e ter ido para um motel dos mais caros (afinal, ela tem dinheiro até pra comprar uma ilha só pra ela trepar o resto da vida, em cima do coqueiro, dentro dos matos, na casinha de sapê, etc.), pois ela não é tão inocente (não é mesmo) a ponto de acreditar que numa praia PÚBLICA ela poderia ter feito o que fez e achar que não seria, no mínimo, bisbilhotada. Está na chuva é pra se molhar, Cicarelli!!! Deveria ter atentado para as conseqüências disso, antes de vir se achar no direito de reivindicar alguma coisa. Agora me diz só.. ela quer processar somente essa galera? Porque ela não processa, então, todo o mundo que disponibilizou, divulgou, repassou, comentou esse vídeo (creio que o comentário mais ameno a respeito dela foi o do sugestivo nome de “rapariga”). Garanto que ela ficaria trilhardária se ganhasse todos esses processos, em tribunais de todo o planeta. Tenta Cicarelli? Quem sabe você consegue, né? E aí, depois de ficar mais cheia da grana ainda, sua honra voltará a ser imaculada e impoluta, né não? hahahahahaha.. E eu digo às criancinhas: façam isso EM CASA (ou no motel), viu?
......
E o Hugo Chávez, hein? Sou fã desse cara. É o Chefe de Estado mais desaforado que tem. Tá cagando e andando pros conservadores, pras elites, pra burguesia, pros direitistas, capitalistas, pros outros governos que pensam diferente. Não mede as palavras quando o assunto é emitir opiniões sem a diplomacia protocolar.
Semana passada, na ONU, em discurso, disse que George DJIABO Bush é um demônio e que o púlpito ainda estava cheirando a enxofre exalado pelo presidente ianque (Bush esteve lá na véspera).
E dia desses (mesmo apoiando as decisões bolivianas a respeito da Petrobrás, ou seja, que lascam o Brasil) disse que a sede da ONU deveria ser transferida de Nova Iorque para Brasília (fonte: JC, 25 de setembro de 2006, página9).
O bicho é doido mesmo!
.....
poeminha novo, meio por acaso, para uma linda pessoa (é bem simples, tá?):
PARA LELÊ
lê
lê-ver-
lê-te
lê-é
lê-tão
lê-lindo,
lê-me
lê-traz
lê-sonhos
lê-de
lê-felicidade
lê-e
lê-alegria
ler-te,
de cima abaixo,
de fora adentro,
e por dentro da alma,
é tão bela poesia
essa moça sorri
do tamanho de tudo
e colore esse mundo
com as cores do dia.
(ouvindo Menina rica, by Samba de Coco Raízes de Arcorverde)
Postado por
leonardo vila nova
às
14:32
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Marcadores: Bush, Daniela Cicarelli, danos morais, Hugo Chávez, invasão de privacidade, ONU, poesia, polêmica, público, sexo, youtube
07 agosto 2006
Recomeçando a guerra interna em mim
Antes de mais nada, um poeminha novo (simples e terno):
NASCIDA DO PÉ
ela ia
, pé a pé,
no cosmos,
sem saber que do lado de fora da casa
havia um pé de hortelã
que perfumava-lhe tão por dentro,
tal qual leve aroma,
a ponto de desanuviar o seu coração.
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Na madrugada de ontem pra hoje, por volta das 4h, já depois de algumas cervejas a mais, sonhos borbulhando, desejos desejando mais e mais, eu recebi um presente divino. Conversando com uma amiga que conheci em Garanhuns, ela me manda um link de um vídeo no You Tube. De uma singeleza que toca profundamente e da forma mais simples que existe, o vídeo me emocionou. É de uma beleza pura, doce e nada mais que isso. Era o que eu gostaria de poder dizer, sem firulas, sem adornos ou enfeites desnecessários. Apenas assim. É um trecho de algum episódio (que não sei qual) do Snoopy. Vale a pena assistir, segue abaixo a transcrição do texto e o link para assistir ao vídeo. Obrigado Carollyne, por me proporcionar essa emoção. Agradeço eternamente. Espero que todos possam compartilhar desse mesmo sentido/sentimento.
Declaração de Amor
Como Eu Te Amo?
Vou contar a forma:
Eu Te Amo até a profundidade, largura e altura que minha alma pode alcançar, quando sentindo noite dos olhos, pelo objetivo de existir e de graça divina.
Eu Te Amo ao nível da necessidade mais silenciosa de cada dia, ao sol e à luz da vela.
Eu Te Amo livremente como os homens lutam pelo direito.
Eu Te Amo puramente como eles se afastam do elogio.
Eu Te Amo como a paixão existente em minhas velhas mágoas e com a fé da minha infância.
Eu Te Amo como um amor que eu parecia ter perdido com meu dente perdido.
Eu Te Amo com a respiração, sorriso, lágrimas e toda a minha vida, e se Deus quiser eu te amarei melhor após a morte!!!
Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=r3D7fjCGlxw
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Alceu grava seu novo DVD no Marco Zero
Pessoal!!! Programa bom e de graça no próximo dia 18!!!
A quem interessar possa: o cantor e compositor Alceu Valença estará gravando no próximo dia 18 (sexta-feira) o seu próximo DVD, ao vivo, no Marco Zero.
Participarão da festa: Zeca Baleiro, Paula Lima, Maestro Spok Maestro Duda, Silvério Pessoa e, ainda a confirmar, Caetano Veloso (que hoje completa 64 anos de vida).
Mais informações (horário ou quaisquer outras), eu passarei por aqui.
Vamos todos, viu?
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Ela já começa a circular por dentro de mim.. e eu já começo a saborear o gosto insípido da insegurança..
(ouvindo Levante – by Marisa Monte)
Postado por
leonardo vila nova
às
22:24
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