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22 março 2007

avisinhos de fim de semana & notinhas


A música vem me abraçando cada vez mais apertado. Pessoas novas, momentos novos, músicas novas (modinha à 13.ª), fazendo e pensando muitas coisas, em ritmo frenético; e muitas outras por fazer ainda, mordendo com vontade a polpa maçã; a mente, o coração e o espírito estão respirando mais profundamente um ar mais leve e ao mesmo tempo mais denso. Beleza na vida, nas pessoas, nas letras, nas notas, nos sorrisos.

Pouco dinheiro, mas muito bem-estar...

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Enquanto que a produção do show de Chico Buarque desorganiza pra poder se organizar, e os velhinhos pagam o pato, confusão, filas imensas e aperto pra poder ver o carioca, vou palavreando por aqui as coisas que estão rolando:

PROJETO “O FREVO”

Amanhã, (sexta-feira, 23), a partir das 22h (EM PONTO), na Praça do Arsenal (Recife Antigo), rola mais uma edição do projeto O Frevo, promovido pela Prefeitura da Cidade do Recife (“A grande obra é LOMBRAR as pessoas”).

O projeto tem como mote trazer semanalmente três bandas/artistas da cena musical recifense a fim de fazer um show com repertório baseado em músicas próprias e em clássicos (ou não) do frevo. Cada artista tem a liberdade de adaptar os frevos ao seu estilo, e vice-versa: trazer músicas suas para o universo do frevo. A proposta é promover um intercâmbio entre o frevo e linguagens musicais diversas, que vão do pop ao rock, jazz, etc.

Entre as atrações de amanhã, a cantora, musicista e compositora Carolina Pinheiro (22h), com quem estarei tocando.

A cantora, que já tem mais de 10 anos de estrada (e já trabalhou com artistas como Chão e Chinelo e Josildo Sá), faz uma música em que se identificam elementos das nossas raízes culturais, interceptadas por uma linguagem pop contemporânea, com letras de forte teor místico e existencialista, pontuadas por um misto entre regional e universal.

Além de mim, na percussão, tocam com a Carolina Pinheiro os meus companheiros Filipe Barros (guitarra), Eduardo Buarque (bateria), Thiago Suruagy (percussão), Koala (contrabaixo) e Márcio Oliveira (trompete).

Além da Carolina Pinheiro, também se apresentam San B (23h) e Bonsucesso Sambaclube (0h).

Apareçam.

SHOW DAS BANDAS VERMUTE, COMUNA E PÉ PRETO




Neste sábado (24), a partir das 21h, o bar Capitão Lima (rua do Lima, n.º 102 – Santo Amaro) recebe as bandas Vermute, Comuna e Pé Preto.

Cada uma das três bandas possui um trabalho bem particular, que vai do pop ao jazz, com incursões pelo rock, pelo samba, pelo experimentalismo, etc e tal. Vale a pena conferir, será uma noite bem sortida.

A entrada custa R$ 3,00 (três CONTO).

MTV ESTÚDIO COCA-COLA

Quem quiser ficar em casa neste domingo (25), dê uma olhada numa das poucas coisas interessantes que a TV irá mostrar neste fim-de-semana. É o programa MTV Estúdio Coca-Cola, que irá, em sua primeira edição, juntar os músicos Lenine e Marcelo D2, pra uma apresentação inédita.

Vai ser interessante ver a dobradinha de artistas tão singulares, cuja música tem como principal marca o groove, o balanço, a levada.

As bandas dos dois músicos se fundiram, pra fazer uma única banda, composta pelo violão inconfundível de Lenine, as rimas de D2, entre guitarra, baixo, bateria, percussão, scratches, beatbox e teclado, desfiando um total de 8 músicas durante a apresentação. São três canções de Lenine, três de D2, mais 2 covers: Brejo da Cruz, de Chico Buarque (ATENÇÃO: nesta música, D2 irá CANTAR, e não rapear..) e Guerreiro, de Curumin.

O programa será exibido pela MTV, às 19h30 deste domingo (25).

C(A)Ê TÁ CHEGANDO

O cantor Caetano Veloso virá se apresentar em Recife, nos dias 30 de abril e 1.º de maio, no Teatro Guararapes. No repertório, canções do seu mais recente disco, , além de diversas canções de Caê, que tenham ligação com o universo do rock. Quem quiser ir, prepare logo o bolso. Mais informações, neste blog ou em qualquer canto por aí.

LULA QUEIROGA NO DOMINGO NO CAMPUS

Enquanto segue entre as produções da Luni e a gravação do seu terceiro disco solo, Tudo Enzima, Lula Queiroga já é atração confirmada numa das próximas edições do Domingo no Campus, dia 27 de maio.

SILVÉRIO PESSOA LANÇA DVD

Silvério lança, nesta próxima quarta-feira (28), às 19h, na Livraria Cultura, o DVD Cabeça Elétrica, Coração Acústico ao vivo, gravado no Teatro Santa Isabel, no show de lançamento do CD homônimo, em novembro de 2005.

No DVD, além do show, imagens de bastidores, depoimentos do artista, clipes e trechos das turnês realizadas pela Europa.

Na ocasião, um bate-papo com Silvério e os diretores do DVD, Lula Queiroga e Eric Laurence, além da apresentação de 5 músicas.

Cabeça Elétrica, Coração Acústico ao vivo terá lançamento especial, com show no Sesc Pompéia, em São Paulo, no dia 31 de março.

RIVOTRILL GRAVANDO CD

Entre um turbilhão de idéias, yakissobas, refrigerantes, biscoitos, cervejas, cigarros (esses e aqueles), num ambiente caseiro e bucólico (o interior de uma casa com um belo quintal, composto de árvores por todos os lados). É no meio disso tudo que a banda Rivotrill grava o seu CD estréia, Curva de Vento. As gravações começaram no início da semana passada e o que começa a se descortinar vem sendo bastante instigante. Visitei os moços nesse último sábado. Percussões já gravadas (apenas mais alguns retoques) e contrabaixo sendo gravado. Mas já dava pra perceber a vibração, o poder e o vigor desse trabalho. Cada cômodo da casa é utilizado para gravar algo, dependendo da intenção acústica que se queira dar a cada instrumento. Os meninos têm deixado as idéias correrem soltas, captando tudo ao redor.

Caiu na rede sonora, é música.

Aguardem mais notícias, em breve.

09 setembro 2006

Cê transfigura?



Há tempos que ando meio ausente da caixinha. Por “n” motivos: preguiça acho que foi o principal deles. Dei-me o direito da preguiça de escrever.. hehehehehe.. afinal, ninguém quer saber o tempo todo o que eu ando pensando, né? Então, entramos num acordo tácito. Fechado!

Além disso, nessa última semana e meia foi que se manifestou uma imensidão de coisas, de viver muito mais o mundo. Coisas mil pra pensar, fazer, chorar, sorrir, curtir. Aí, nem tive tempo direito de raciocinar e materializar (ou digitalizar) em letras as coisas que estavam se passando.

Mas adianto que teremos coisas boas por aí: muita música e poesia pro meu povo. Projetos que darão seu pontapé inicial a partir de agora. A semeadura começa daqui a pouco.. a colheita virá ano que vem. Depois conto mais.

Enquanto isso, vamos de informação:

O Cordel do Fogo Encantado está lançando novo CD, que se chama Transfiguração. O terceiro álbum da banda (produzido por Carlos Eduardo Miranda), segundo confirma o vocalista, Lirinha, vem ponteado por um maior apuro no aspecto melódico das canções, diminuindo um pouco o peso da percussão, assim como da conseqüente utilização da forte presença da umbanda nas letras e também da marcante característica de poesias recitadas. As canções (literalmente “cantadas”) ganham maior destaque.


Partindo disso, os instrumentistas (como o violonista Clayton Barros, por exemplo) ganharam uma maior liberdade para a utilização de instrumentos antes nunca utilizados no som da banda, como um órgão Hammond.

Em Recife, o Cordel faz show de lançamento do CD Transfiguração no dia 6 de outubro, no Clube Português.

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Caetano Veloso também vem de CD novo. é o nome do 40.º disco do baiano. Com 12 músicas inéditas, tem como mote estético o rock. É rock mesmo. No estado de espírito que o rock sugere. A princípio, Caetano tinha como projeto, além de gravar um disco só de sambas inéditos de sua autoria, também unir-se ao guitarrista Pedro Sá para gravar um disco heterônimo, no qual ele teria a voz modificada, pra não ser reconhecido como CAETANO VELOSO (algo meio Gorilazz). Mas aí, ambos os projetos acabaram não se concretizando, e tudo virou “rocha”.

O cantor e compositor também fala que nunca esteve tão satisfeito com o resultado de um disco seu, tanto no acabamento do CD como com a impressão a respeito da voz dele, gravada.

(que foi produzido por Moreno Veloso e Pedro Sá) é um disco enxuto (com apenas bateria, guitarra e baixo – além de um pequena participação de um teclado), que traz à tona um Caetano cada mais pessoal e impessoal.

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Eu tentei colocar o link das matérias que saíram no JC sobre os discos supracitados, mas como é conteúdo exclusivo pra assinantes da UOL, exigia login e senha. Eu ainda não sei como burlar estas coisas, pra poder mantê-los melhor informados. Desculpem-me!!! Mas se não houver problema para as pessoas lerem, posso postá-las (as matérias) no corpo do texto posteriormente, ok?

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VOVÓ, VENHA VER: NÃO QUERO SER BUROCRÁTICO!!!

“... um pouco de sol, de ar...”

(ouvindo Arrête là, Menina – by Cibelle e Seu Jorge)

08 agosto 2006

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..





É com essa frase que faço a minha homenagem ao cantor, compositor e pensador crítico contemporâneo Caetano Emanuel Viana Teles Velloso, ou Caetano Veloso, para os mais íntimos (no caso, o Brasil inteiro), que ontem (07 de agosto) completou 64 anos de vida. O leonino, nascido em Santo Amaro da Purificação (cidade pertencente ao Recôncavo Baiano) prepara-se para lançar mais um novo CD, intitulado , produzido pelo filho Moreno Veloso e pelo guitarrista Pedro Sá.

Caetano é daqueles que ou se ama ou se odeia (eu me enquadro na primeira opção). Tudo isso por causa do seu comportamento e opiniões críticas imprevisíveis (e nem sempre palatáveis) a respeito dos mais diversos assuntos: cultura, música, filosofia, política, etc. Por nem sempre estar alinhado com o lugar comum do que instituem os grandes “intelectuais” como, razoavelmente, ponderado e coerente com o que “deveria” pensar um intelectual residente num país de 3.º mundo, assim provocando (conscientemente ou não) polêmicas e, logo após, as diluindo no tempo e no espaço, é que Caetano foi ganhando seguidores e inimigos (confessos ou não) ao longo de 4 décadas de carreira. Caetano surpreende (não sei se hoje nem tanto, pois creio que todos já se acostumaram) quando diz gostar do grupo Nação Zumbi da mesma forma como também elogia o grupo de “pagodaxé” Harmonia do Samba.

Caetano, junto a tantos, como Gilberto Gil, Tom Zé, Os Mutantes, Gal Costa, Rogério Duprat, Júlio Medaglia, Capinam, Torquato Neto, Jomard Muniz de Britto, Aristides Guimarães, Raul Córdula, Celso Marconi, etc, etc, etc, foi um dos artífices de um movimento musical, cultural, comportamental que sacudiu o final dos anos 60 e que colocou o Brasil diante das inúmeras possibilidades de “deglutição e reprocessamento” (adotando aqui um termo apropriado para a questão antropofágica) de seus vários “brasis”. Movimento esse que andou na contramão de tudo o que se fazia na época como movimento musical bem alimentado e bem nutrido intelectualmente e de forma engajada em relação ao regime ditatorial que vivia o país (o referencial na época eram as músicas de protestos, produzidas por artistas de esquerda, alinhados com a juventude “universotária” paulista), ao assimilar guitarras elétricas, sintetizadores, músicas de alto teor visual às batidas dos pandeiros, berimbaus, unindo o samba ao rock’n’roll, os Beatles à Banda de Pífanos de Caruaru, o que possibilitou uma reavaliação e abertura maior de possibilidades à música brasileira que passou a ser feita a partir daí. Por causa de todo esse rebuliço, ele e Gil foram “gentilmente convidados a darem o fora do país”, indo viver um Londres, num exílio que durou em torno de 2 anos. Desde antes daí, também após voltar da Inglaterra, como até hoje, Caetano vem mantendo embate frenético com crítica e público. Diante disso, entra e sai de todas as estruturas, de peito aberto, alma de artista, dando a cara pra bater e devolvendo o tapa sempre que acha necessário. Vai do rock’n’roll reprocessado (Come as You Are) à música brega (Você não me ensinou a te esquecer) como quem vai na esquina, comprar pão, e volta tranqüilo e sorridente pra casa.

Mesmo assim, despertando ódio de tantos, é inegável a importância desse homem para a nossa cultura. É justamente através suas “contradicções” (parafraseando o mestre Jomard Muniz de Britto) que Caetano alimenta o jogo das dialéticas, introjeta veneno nas veias onde só corre um leite manso, sacoleja a cabeça de tantos, seja para concordar como para fazer pensar nas suas opiniões, criticando-as.

É por essas e outras que Caetano Veloso é capa da Revista Cult desse mês. Numa entrevista que está disponível na Internet (segue o link abaixo), ele fala sobre racismo, Estados Unidos, “antiamericanismo”, crítica, intelecutalidade, literatura, entre outras amenidades.

Encerro essa “ODE” a Caetano Veloso com uma frase dita por ele nessa entrevista e com a qual concordo completamente:

“Já escrevi, e reafirmo agora, que o Brasil precisa tornar-se o mais diferente possível de si mesmo para poder se encontrar.”

Link da entrevista:
http://revistacult.uol.com.br/website/entrevista.asp?edtCode=5CE31EF8-D245-4ACF-8449-9F6C2C3ECC1F&nwsCode=DC91FA2E-0294-4245-9EC0-8D11CE37657A

(ouvindo Pássaro Proibido – by Doces Bárbaros)