Essa é uma interessante frase que li numa das tantas magníficas elucubrações do compositor baiano Tom Zé, em seu livro Tropicalista Lenta Luta. Leiam. E ouçam Tom Zé também.
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Ela me disse que ficou feliz ao falar comigo. Eu, em devaneios mil, fico feliz e fico triste, sem saber se isso é bom ou ruim. eu quero lê-la, por dentro e por fora.. saber se sou verso que se encontra lá, por dentro.
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Olívia nasceu! Boas vindas a ela.. Filha de uma linda cabocla, chamada Priscila, a pequena menina (que eu tive a honra de escolher o nome.. ATENÇÃO: eu não sou pai) veio ao mundo e deu seu primeiro berro de vida no dia 10 de julho. É uma das coisas mais lindas do mundo você observar um bebê dormindo. Ela, bocejando, mexendo as mãozinhas, de olhos fechados, e, vez por outra, tentando abri-los. Desejo a ela boa sorte quando abrir os olhos, pois ela passará a ver um mundo que não anda muito bem das pernas. Desejo a ela muita poesia na vida.
Falando em poesia, essa é recém-nascida (como Olívia). Ganhou forma há poucos minutos:
SER O QUE SE CRIA
seria necessário
alinhavar-se
nos gestos
e a cada disfunção do cotidiano
, que lhe era possível
internalizar;
assim como rir de cada besta fera,
cuidadosamente recolocada
nas mesmas reentrâncias
do seu mesmo sorriso frio
, entreaberto
levando poeira,
e engolindo as palavras a seco,
ressequindo a cada dia;
era uma volúpia inexplicável,
era uma angústia infinda,
eram cálculos binários
& dízimas sem rimas,
mas no final das contas
, e no fim de tudo,
tudo era poesia.
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12 julho 2006
a totalidade veio do nada
Postado por
leonardo vila nova
às
23:55
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